segunda-feira, 20 de abril de 2009

A TERRA PEDE SOCORRO

Tenho escrito sobre os vários problemas que nos afligem e nos impedem de nos transformarmos em uma sociedade sustentável. Porém, nada é mais urgente e importante que salvarmos o planeta. Passamos os últimos milhares de anos considerando que as suas riquezas eram inesgotáveis, mas infelizmente não são, e agora o estrago que causamos está evidente e já nos traz grandes perdas.
A sociedade moderna está consumindo cada vez mais e mais recursos naturais e ao mesmo tempo polui em níveis alarmantes o meio ambiente. Estamos vivendo o limiar de uma história de gastança e desperdício, estando muito próximos de um colapso ambiental com todas as suas conseqüências para todos nós e para as gerações futuras.
Na velocidade da devastação e com o uso de recursos que impomos atualmente ao nosso planeta, daqui a duas décadas, aproximadamente em 2.030, estaremos vivendo uma situação absurda. Precisaremos de duas Terras para atender a todas as nossas necessidades. Como isso é impossível, se não mudarmos rapidamente nossos hábitos e costumes sofreremos perdas consideráveis e irrecuperáveis em nossa qualidade de vida.
Muitas espécies já desapareceram, outras estão desaparecendo ou continuarão a desaparecer. Estamos promovendo uma extinção em massa sem precedentes na natureza com o papel de um dos principais protagonistas desta destruição. Nos últimos trinta e cinco anos devastamos e matamos mais espécies que nos três séculos anteriores. O homem está conseguindo produzir um extermínio maior que o asteróide que dizimou os dinossauros há 65 milhões de anos.
Em seu relatório publicado nos últimos dias, a ONG WWF (World Wildlife Fund) nos trás uma visão sombria de nosso futuro. Mostra que a exploração da Terra saiu do nosso controle e adquiriu dinâmica própria. Hoje gastamos 30% a mais da capacidade do nosso planeta de se recuperar, o que significa que a natureza não consegue repor em 30% o que consumimos ou rejeitamos.
Esse percentual é resultado do conceito de pegada ecológica, que é a extensão de terra, e quantidade de água e ar que necessitamos para produzir os insumos, recursos, bens e serviços que a população mundial utiliza, como também para absorver os entulhos e lixos que são produzidos. Esses cálculos foram feitos e quantificados em hectares e o seu resultado dividido pela população da Terra. O resultado dessa equação é que cada habitante usa em média 2,7 hectares do planeta por ano.
A quantidade de hectares necessários para a população de cada país é desigual e injusta, pois os que mais utilizam e poluem também são os que menos ajudam e mais resistem às mudanças que terão de ser feitas. Há casos como o dos americanos, recordistas nesse índice, com 9,4 hectares. Se todos os habitantes da Terra tivessem o seu padrão de consumo seriam necessárias quatro Terras e meia para nos atender. No caso dos brasileiros o índice é de 2,4 hectares, valor um pouco menor que a média mundial, de 2,7 hectares, que é ainda extremamente alta, muito por conta dos países desenvolvidos e da explosão demográfica dos chineses, indianos e africanos.
O mundo vive uma crise ambiental sem precedentes. O desmatamento tornou-se um dos maiores problemas da humanidade, sendo a sua taxa equivalente a duas Holandas de florestas por ano. Ao mesmo tempo mais da metade dos rios estão contaminados, e ocorrem novas contaminações a todo o momento. A pesca predatória vem reduzindo em proporções absurdas a oferta de peixes para alimentação, e para completar há um aumento no acúmulo crescente de CO2 na atmosfera, o que causa o aquecimento do clima na Terra. Por tudo isso, estamos vivendo uma situação que nos deixa perplexos, assustados, atônitos e sem saber o que fazer.
Teremos que descobrir como conciliar o crescimento de nossa qualidade de vida e do desenvolvimento com a preservação do meio ambiente. A mãe natureza reclama urgentemente medidas que revejam a situação atual. Não é possível continuarmos esse holocausto consciente da maioria das espécies da flora e da fauna de nosso planeta e não percebermos que seremos nós que pagaremos o preço de inviabilizar a nossa própria existência.
Estamos todos preocupados com a crise econômica mundial, e é verdade que ela é séria e ainda vai causar muito estrago em todo o mundo. Porém, ela vai passar, pode levar um, dois ou três anos, mas vai passar. Já a crise ambiental não, é um caminho sem volta.
A humanidade assiste a essa destruição absurda e não reage, ou muito pouco faz. Até quando? Olho para meus filhos e netos e penso assustado que fomos nós, minha geração e as anteriores, que aceleramos essa matança desenfreada, e agora não sabemos como parar. É hora de olhar para as crianças e para o nosso entorno e sentirmos vergonha e remorso, mas em seguida agirmos rápido. Infelizmente não temos muito tempo.
Alguns amigos dizem que os meus textos são panfletários, que procuram insuflar sem propor soluções. A eles digo que o que procuro é despertar os que lêem os textos que escrevo e trazê-los para a nossa realidade, dura, feia, talvez indigesta. Mas esse é o nosso mundo.
Faço a minha parte, trabalho duro para construir um mundo melhor, mais justo, mais sustentável, e faço o que posso para mudá-lo e conscientizar os outros de que juntos poderemos sair vencedores desse enorme desafio que é salvar o nosso planeta da nossa insanidade e ganância. Eu acredito que podemos, e você?
Retirado de:

domingo, 19 de abril de 2009

SUSTENTABILIDADE

SUSTENTABILIDADE? O QUE É SUSTENTABILIDADE?
Autor: Carlos Abreu
16.Outubro.2008

Nunca antes se ouviu falar tanto nessa palavra quanto nos dias atuais: Sustentabilidade. Mas, afinal de contas, o que é sustentabilidade?

Segundo a Wikipédia: “sustentabilidade é um conceito sistêmico; relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”.

Mas você ainda pode pensar: “E que isso tudo pode significar na prática?”

Podemos dizer “na prática”, que esse conceito de sustentabilidade representa promover a exploração de áreas ou o uso de recursos planetários (naturais ou não) de forma a prejudicar o menos possível o equilíbrio entre o meio ambiente e as comunidades humanas e toda a biosfera que dele dependem para existir. Pode parecer um conceito difícil de ser implementado e, em muitos casos, economicamente inviável. No entanto, não é bem assim. Mesmo nas atividades humanas altamente impactantes no meio ambiente como a mineração; a extração vegetal, a agricultura em larga escala; a fabricação de papel e celulose e todas as outras; a aplicação de práticas sustentáveis nesses empreendimentos; revelou-se economicamente viável e em muitos deles trouxe um fôlego financeiro extra.

Assim, as idéias de projetos empresariais que atendam aos parâmetros de sustentabilidade, começaram a multiplicar-se e a espalhar-se por vários lugares antes degradados do planeta. Muitas comunidades que antes viviam sofrendo com doenças de todo tipo; provocadas por indústrias poluidoras instaladas em suas vizinhanças viram sua qualidade de vida ser gradativamente recuperada e melhorada ao longo do desenvolvimento desses projetos sustentáveis. Da mesma forma, áreas que antes eram consideradas meramente extrativistas e que estavam condenadas ao extermínio por práticas predatórias, hoje tem uma grande chance de se recuperarem após a adoção de projetos de exploração com fundamentos sólidos na sustentabilidade e na viabilidade de uma exploração não predatória dos recursos disponíveis. Da mesma forma, cuidando para que o envolvimento das comunidades viventes nessas regiões seja total e que elas ganhem algo com isso; todos ganham e cuidam para que os projetos atinjam o sucesso esperado.

A exploração e a extração de recursos com mais eficiência e com a garantia da possibilidade de recuperação das áreas degradadas é a chave para que a sustentabilidade seja uma prática exitosa e aplicada com muito mais freqüência aos grandes empreendimentos. Preencher as necessidades humanas de recursos naturais e garantir a continuidade da biodiversidade local; além de manter, ou melhorar, a qualidade de vida das comunidades inclusas na área de extração desses recursos é um desafio permanente que deve ser vencido dia a dia. A seriedade e o acompanhamento das autoridades e entidades ambientais, bem como assegurar instrumentos fiscalizatórios e punitivos eficientes, darão ao conceito de sustentabilidade uma forma e um poder agregador de idéias e formador de opiniões ainda muito maior do que já existe nos dias atuais.

De uma forma simples, podemos afirmar que garantir a sustentabilidade de um projeto ou de uma região determinada; é dar garantias de que mesmo explorada essa área continuará a prover recursos e bem estar econômico e social para as comunidades que nela vivem por muitas e muitas gerações. Mantendo a força vital e a capacidade de regenerar-se mesmo diante da ação contínua e da presença atuante da mão humana.

COMO SER SUSTENTÁVEL?

Nos tempos atuais, o termo sustentabilidade é tão batido e repetido a exaustão pela mídia que é praticamente impossível encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar em meios de vida mais sustentáveis ou formas de levar uma existência em acordo com o bem estar do planeta em que vivemos.

Contudo, para muitos o conceito de ser sustentável ainda é algo estranho e longe de suas realidades. Afinal de contas, como nossas atitudes de pessoas normais e sem pretensões megalomaníacas poderia afetar o planeta e provocar alguma ameaça a existência de toda a raça humana? Como eu, que sou apenas uma formiguinha nesse enorme mundo, poderia contribuir para refrear a devastação do meio ambiente e a escandalosa onda de poluição e destruição de recursos naturais que nos assola?

Apesar da possível incompreensão e do absurdo que possa parecer, ser sustentável individualmente pode mesmo ajudar a resguardar a vida em nosso planeta e provocar um recuo na sanha poluidora que o homem vive hoje. Mas; como?

Basta ter pequenas atitudes sustentáveis ao longo de sua existência. Assim, o “ser sustentável” transforma-se numa legião de formiguinhas que juntas podem mudar o mundo e a forma como a humanidade afeta negativamente a vida em nosso mundo. Medidas simples como economizar e reciclar papel. Reciclar latas e embalagens; não queimar lixo; economizar água e energia elétrica através de um uso mais racional desses recursos; garantir que as empresas que fornecem bens e serviços para você tenham também a mesma preocupação e recusando-se a consumir produtos de origem ilícita ou que tenham sido obtidos (extraídos ou fabricados) através de meios prejudiciais a natureza.

Agindo desta forma, você acabará por criar “uma onda” que se propagará ao seu redor e provocará novas mudanças em outras pessoas que, por sua vez, gerarão ondas em torno de si em uma pirâmide do bem que se espalhará por toda a sociedade.

É claro que ser sustentável num mundo de altíssimo consumo e onde as pessoas valem pelo que podem consumir e pelo que tem e não pelo que são e pelos exemplos que produzem; esse modo de vida tem lá os seus percalços e seus inconvenientes. Mas, com o passar do tempo e com a evolução da mentalidade geral e da educação ambiental que for fornecida para as pessoas comuns; essa forma de vida será aceita por toda a sociedade como a única forma realmente possível de prolongarmos a nossa existência nessa nossa ínfima e adorável bola de pedra que chamamos de Terra.

Muito em breve; o “ser sustentável” estará colocado para a humanidade de uma forma até mesmo forçosa. Pois, no ritmo em que a degradação ambiental e a exploração dos recursos naturais ocorrem; o ser humano colocará sua própria existência em perigo, caso não mude seus conceitos e nem reveja a forma de encarar sua presença e sua interferência na natureza. As alterações climáticas e os problemas que só vemos aumentar a cada dia; deixarão bem claro que a mudança será uma questão de vida ou de morte.

Sugerimos a leitura dos seguintes artigos:
Retirado de:
http://www.atitudessustentaveis.com.br/sustentabilidade/sustentabilidade/

quarta-feira, 15 de abril de 2009

REUTILIZADORES

O Freecycle™ é um grupo que está aberto a todos os que querem "recyclar" aquela coisa especial que bem melhor que deixar fora. Seja uma cadeira, um aparelho de fax, um piano ou uma porta velha, sinta livre afixá-la. Ou talvez você está procurando adquirir algo você mesmo! Os grupos de fins não lucrativos também são bem-vindos em participar bastante!(...)
Uma regra principal:
Tudo o que é afixado deve ser gratuito e livre. Este grupo faz parte da rede de Freecycle, de uma organização sem fins lucrativos e de um movimento dos pessoas interessados em manter os bons materiais fora dos aterros.
Verifique em freecycle.org para ver se há outras cidades e para mais informações sobre o movimento!
Para perguntas ou idéias para melhoria, consulte o link/site indicado em baixo !
Divirta-se e junte-se a nós!
AVISO: OS MEMBROS DA REDE FREECYCLE USAM A LISTA POR SUA CONTA E RISCO.
Por favor, tome todas as medidas razoáveis proteger suas segurança e privacidade ao afixar na lista ou ao participar numa troca. Aderindo à lista, você concorda não acusar nem os proprietários da lista e moderadores nem qualquer outro afiliado do Freecycle.org por qualquer circunstância resultante de uma troca Freecycle ou comunicação.
Retirado de:

O KARMA

por Carlos Amaral

“O MUNDO PULA E AVANÇA”
O HOMEM E AS SOCIEDADES TÊM DE REFORMAR!
Tal como já muitos cientistas e colegas defendem em muitos planos da medicina, sejam eles integralistas - convencionais ou não, o século XXI não é o século da “cura das doenças”, mas, sim, o exacto momento para a busca e encontro da Saúde para todos, e por todos os indivíduos, no qual, cada indivíduo por si só buscará e encontrará a solução para todos os seus problemas, sem grandes dependências, prepotências e toxicodependências endógenas ou exógenas. Eis, porque, a Lei Cósmica, chamada no Oriente de Karma, é uma chave que podem todos os indivíduos utilizar para organizar as suas vidas, em vez de se deixarem agonizar eternamente com tantos e inexplicáveis factos que formam totalmente o tecido daquilo que parece “acaso” na vida quotidiana dos mesmos.
Na Cultura Asiática, particularmente dos países de expressão e fé budista, o assunto do Karma é básico para todos os seres viventes e, essa conhecida doutrina milenar, primeiramente nascida no seio da filosofia hindu, é o segredo para solucionar muitos mistérios aparentes da vida humana nesta terra.
Relembrando Albert Einstein, que disse brilhantemente esta frase: “Deus não joga aos dados com o Universo”, poder-se-á aferir dela – através da compreensão da Lei do Karma – que não precisamos sucumbir desamparadamente sob a “desgraça” ou a “penúria” que, momentaneamente, nos possa cair sobre as nossas vidas, dado que, todas as coisas que nos acontecem, provêm sempre de algo que provocou em nós mesmos a inextinguível atracção da “Causa-E-Efeito”, ou seja, que todos nós sofremos o “condicionamento” vivido e experimentado porque existe uma causa desconhecida que precisa ser descoberta, reconhecida, aceite e, sobretudo, absolvida e absolutamente ultrapassada, ou melhor, transcendida em cada gesto de aceitação e do perdão em nós mesmos sentidos e para com todos os outros intervenientes na nossa vida do dia a dia.
A palavra Karma não refere “sorte”, “fatalismo” ou “destino” como muita gente ainda julga por estas paragens; nada – efectivamente – está predestinado, excepto alguns aspectos que se prendem com as tendências bio-psico-orgânicas de cada homem que, mesmo sendo assim, podem ser de todo reprogramadas e reformuladas naquilo que se chama vivencialmente a hereditariedade humana; quase tudo é um acontecimento sequencial emergido logicamente de antecedentes particularmente gravados no útero materno, logo após o aparecimento do “zigoto”. Ora, conhecer esta realidade e estes factores e, através deles e desse reconhecimento evoluir para a verdadeira “liberdade de ser”, é uma maneira de encarar a existência com mais harmonia tanto no confronto com o tal “fatalismo” que tanta gente por aí sustenta, como aceitando o “livre arbítrio” como instrumento de maior saúde mental e de auto-responsabilidade, que é, sem sombra de dúvida, um factor mal entendido e muito pouco discutido nas sociedades atavicamente pervertidas pelo velho conceito do “destino” e do “sacrifício” pessoal ou colectivo como única maneira de chegar ao “céu” da transcendência e da salvação divinas.
Como é óbvio – o Karma não tem nada a ver com a velhíssima e incoerente concepção de julgamento divino, punição, padecimento ou perdição eterna. Também, felizmente, não é um credo que defenda de forma simplista a sustentação da ultrajante e anacrónica Lei de Talião: “olho por olho, dente por dente”. O Karma não trata nada sobre o “pecado”, original ou qualquer outro ponto de vista semelhante, a não ser talvez no sentido da palavra grega que foi traduzida para a língua inglesa como “pecado” na Bíblia do Rei James. Ora, aproveitando o ensejo, a palavra grega (que deixo para os verdadeiros teólogos acharem) traduzida como “pecado” significa tão simplesmente “falhar a marca” e era um termo, como poderão os estudiosos conferir, usado pelos velhos e históricos arqueiros por não terem atingido o alvo. Ora, se cada um de nós, partindo do pressuposto de aceitarmos a proposta da auto-realização, seremos capazes de achar útil que possamos regularmente avaliar se estamos ou não a atingir o alvo ou a pecar por estarmos a falhar a marca?
Para terminar, relembro que no Novo Testamento (que tanto bem estudei durante longos anos), o apóstolo Paulo retiniu uma consciência com reminiscências que se podem traduzir provenientes da Lei do Karma e de metas espirituais fundamentais quando escreveu aos Gálatas, no capítulo seis:
- “Não se deixem enganar: Deus não será escarnecido; pois tudo o que o homem semear, colherá”.
- “O que o homem semear na carne, da carne colherá a corrupção, quem semear no Espírito, colherá a vida eterna”.
- “Não nos cansemos de praticar o bem, pois, a seu tempo, colheremos, se não tivermos desfalecido”.
Pois bem, neste tempo de 2009, é realmente época de reflectir sobre a nossa vida, ou melhor, é imperativo examinarmos, particularmente, sobre a capacidade individual de ser altruísta no verdadeiro sentido da palavra.
Bem Hajam
Carlos Amaral, Venerável Lama Khetsung Gyaltsen
Mestre em Naturopatia;Especializado em Medicina Ortomolecular; Medicina Homeopática; Medicina Homotoxicológica; Medicina Ayurvédica e Tibetana;Doutorado em Religiões Comparadas e em Metafísica;Investigador em Psicologia Transpessoal & Regressão Memorial;Professor de Budismo, Meditação Tibetana, Raja-Yoga, Kryia-Yoga e Karma-Yoga; Autor e Palestrante.
Retirado de:

terça-feira, 14 de abril de 2009

Breves

"(...) O Pai deve ser adorado no templo do coração.
Não é importante que seja no monte, ou no templo, mas no íntimo da alma."

Jesus Cristo

CONTRA A INDIFERENÇA

As duas doenças mais graves do mundo são a Intolerância e a Indiferença

O Cidadão Fernando Nobre
Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Ultimamente tenho constatado que me é difícil ser aceite como um “simples cidadão” que sou porque, aparentemente, colou-se-me o estatuto de “figura pública” embora nunca o tenha pretendido e, devo dizê-lo, até me incomoda.

Já antes de ter fundado a AMI há 25 anos, tinha eu então trinta e dois anos, e desde há muito era Cidadão, consciente dos seus deveres e dos seus direitos. Como tal, tenho recusado terminantemente deixar de ser o cidadão que sempre fui: foi essa postura que me levou, em Portugal, a tomar posição política pública em três ocasiões, como consta claramente no “meu perfil”, neste blog.

Àqueles que me criticam violentamente por dizer o que realmente penso sobre certos acontecimentos (guerras EUA – Iraque e Israel - Palestina), pessoas (Senhores Bush, Blair, Aznar, Durão Barroso…) ou por tomar posições políticas ao apoiar quem eu decido apoiar (2002: Dr. José Manuel Durão Barroso e PSD - 2006: Dr. Mário Soares e PS - 2009: Dr. Miguel Portas e BE), quero dizer claramente que em cada uma das ocasiões o fiz porque, genuinamente, acreditei que estava a tentar ser útil para o meu País ou para a Europa. SEMPRE O FIZ, COMO NÃO PODERIA DEIXAR DE SER, SEM NUNCA PEDIR OU ESPERAR FAVORES, FOSSEM ELES QUAIS FOSSEM, AO CONTRÁRIO DO QUE ALGUNS INSULTUOSOS COMENTÁRIOS DEIXAM ENTENDER!

Os mesmos que hoje me insultam por ter ousado dizer o que de facto penso sobre o Presidente da Comissão Europeia, são seguramente os mesmos que me incensaram, enquanto outros me criticavam (como, por exemplo, o meu Caro e Digno Amigo Barros Moura, infelizmente já desaparecido, me exprimiu por telefone), quando o ajudei a tornar-se Primeiro-Ministro de Portugal em 2002!

Para quem ler o “meu perfil” neste blog, ou a intervenção que na altura fiz na Convenção do PSD no Coliseu de Lisboa, em Fevereiro de 2002, e que publiquei no meu livro “Gritos contra a Indiferença” e neste blog, perceberá facilmente quando e como o apoiei (teve na altura destaque informativo na VISÃO e no DN, entre outros).

Por ter dito mais ou menos o que muitas outras figuras públicas, e com muito mais notoriedade, já tinham dito antes de mim (Miguel Cadilhe, Mira Amaral, Miguel Sousa Tavares, Ana Gomes, Mário Soares…) caiu o Carmo e a Trindade na blogosfera, e ao telefone com inclusive ameaças de retaliação financeira, corte de donativos, sobre a inocente AMI e quem ela apoia…

Assim sendo passo a explicar o porquê de ter dito o que disse: nunca aceitei, não aceito nem nunca vou aceitar que a pessoa que objectivamente apoiei para ser Primeiro-Ministro do meu País o tenha abandonado como o fez, fugindo lamentavelmente para Bruxelas, após o ter colocado na infamante reunião, e fotografia, da Base das Lajes que serviu de luz verde ao repugnante massacre no Iraque (que dura há seis anos!) e à sua “promoção” para Bruxelas…

Não aceito nem nunca vou aceitar que a pessoa que tanto elogiou e deu cobertura, até ao fim, aos desvarios do Senhor Bush tenha afirmado, em entrevista a um grande jornal português, há cerca de um ano, que dorme como um bebé, o sono dos justos, que venha hoje tentar fazer crer, sem nunca ter apresentado qualquer desculpa ou arrependimento, que nada tem a ver com uma tragédia que já vitimou entre 300 mil e 1 milhão de seres humanos no Iraque e que se apresente hoje como defensor e apologista das políticas do Senhor Obama quando elas são exactamente opostas às do seu directo antecessor, de quem o então Primeiro-Ministro de Portugal, o actual Presidente da Comissão Europeia, sempre foi seguidista e subserviente. Onde está a verticalidade, a postura e a coerência de um ser, ainda por cima quando se pretende projectar como estadista?

Para alguém como eu que há 30 anos convive com o sofrimento e o horror tal é insuportável!

E nada tem a ver com partidos políticos (no PSD, nomeadamente, orgulho-me de me considerar há muitos anos amigo dos Drs. Fernando Nogueira, Leonor Beleza, Teresa Gouveia, António Capucho, Luís Filipe Menezes, Alarcão Troni… e de ter sempre tido o maior respeito e consideração pelo Professor Cavaco Silva). Tem a ver simplesmente com dignidade, coerência, coluna vertebral e honra. Só isso e apenas isso!

O cidadão Fernando Nobre sempre apoiou, pagando sempre por ter essa ousadia, quem quis apoiar sem nunca nada negociar, pedir ou receber em troca.

O cidadão Fernando Nobre arroga-se, por isso mesmo, o direito inalienável e indeclinável de criticar atitudes que entende indignas e que magoam a sua consciência de ser humano e de português.

Quem quiser entender que entenda. Quem não quiser, apenas posso lamentar! Penitencio-me no entanto desde já se as minhas palavras, pronunciadas num certo contexto, provocaram algum sofrimento, embora certamente muito menor do que o sofrido pelos portugueses quando o seu Primeiro-Ministro fugiu para Bruxelas e pelas centenas de milhares de feridos, torturados e mortos iraquianos e americanos que padeceram e continuam a padecer numa guerra que tem nomes e rostos responsáveis!

É o que penso como cidadão. A AMI nada tem a ver com isso como nunca nada teve a ver com os apoios políticos que dei até hoje, como cidadão independente, a começar, repito, pelo apoio que dei ao actual presidente da Comissão Europeia quando participei na Convenção do PSD no Coliseu de Lisboa, em Fevereiro 2002, que o levou a Primeiro Ministro de Portugal.Espero que o que fica aqui explanado ajude a esclarecer, embora possa não o justificar, certas afirmações que tenha feito.

Muito Obrigado.
PS: Nos próximos 10 dias estarei no Mali e desde já lamento não poder comunicar convosco. Retomarei o dialogo quando voltar…
Retirado de:

segunda-feira, 13 de abril de 2009

DRAGÃO AJUDA OS MAIS NECESSITADOS

No Fundão foi criada uma escola chamada “Dragão Solidário”, onde a palavra de ordem é que todos sejam tratados por iguais.
Está a dar os primeiros passos, aquele que poderá traduzir-se num projecto inovador a nível nacional, que na área social vai ter o seu campo de acção nas 31 freguesias do concelho do Fundão. Trata-se de um Centro Terapêutico e Marcial, destinado a crianças, jovens, mulheres, idosos, pessoas portadoras de deficiência e comunidade em geral, para quem uma equipa técnica vai trabalhar criando parcerias com agentes e forças vivas do concelho do Fundão.
O Centro a que o projecto designou de “Escola Dragão Solidário” vai trabalhar a parte do corpo e até mesmo a vertente psicológica, cabendo a uma associação do Fundão disponibilizar a equipa técnica nas áreas da reabilitação, inserção social, psicologia e ensino.
Todos os dias está marcada uma viagem apaixonante ao mundo das emoções, dos comportamentos e das relações humanas. Um casamento inovador entre uma escola e a associação Entrelaços, dado que reúnem os mesmos princípios para que foram criadas.
Recentemente eleita a nova direcção liderada por Sónia Robalo, técnica de reabilitação e inserção social, lembra que “o objectivo é colocar os conhecimentos técnicos da equipa ao serviço quer da Entrelaços quer da Escola Dragão Solidário”, até porque a associação tem no campo de acção um grande projecto que tem como lema: “Todos Diferentes, Todos Autónomos, Família Presente”.
O trabalho diário dos quatro técnicos da Entrelaços, nas áreas de reabilitação e inserção social, psicologia, acção social e ensino, incide em três grandes grupos: as crianças e jovens em risco, pessoas portadoras de deficiência e família e a comunidade em geral.
Sónia Robalo lembra que para se chegar ao projecto teve que ser feito o trabalho de casa que passou por realizar o levantamento nas 31 freguesias, que numa primeira fase levará ao terreno em sete freguesias e nos próximos anos será repartido em seis, uma vez que o projecto tem um campo de abrangência no terreno de cinco anos.
O Dragão Solidário vai criar parcerias com as entidades de cada freguesia para que os alunos agrupados em turmas, nunca superiores a 10 elementos, possam desenvolver um trabalho em que se pretende que todos sejam tratados como iguais. O bem-estar pessoal, auto-estima, defesa pessoal num espaço onde todos se sentem úteis e mais iguais é o que propõe Bruno Robalo, proprietário do Dragão Solidário.
A escola irá criar nesta fase de arranque três postos de trabalho e porque de um projecto de igualdade de direitos e oportunidades se trata, nos seus quadros todos os técnicos são portadores de deficiência.
À equipa técnica junta-se um terceiro elemento que trás para o projecto o saber das artes marciais e do Hoshinkido hapkido. O mestre Alberto Mariano é responsável por toda a metodologia de defesa pessoal, auto-estima e bem-estar. Para o mestre Alberto Mariano, “é uma arte marcial adequada a todas as pessoas que procuram sentir-se seguros, ganharem confiança, auto-estima e paz interior”. Desde logo as crianças aprendem o que é a hierarquia e o respeito pelo outro e pela diferença, adquirem confiança nelas próprias e desenvolvem o raciocínio.
A Escola Dragão Solidário, única com esta filosofia no País, vai trabalhar os problemas sociais com os técnicos para que cada pessoa encontre nesta escola, uma forma positiva, de encarar, viver e ultrapassar obstáculos. Terá sempre como suporte os recursos humanos da Associação Entrelaços, com formação credenciada, com elevado grau de especialização e competência de forma a garantir os serviços prestados. Além disso, a escola apresenta-se com um objectivo de mudança de mentalidade perante o direito de igualdade do ser humano.
Retirado de: