segunda-feira, 21 de setembro de 2009

SABER VER

Maria Júdice Borralho

Como escreveu Pessoa, não basta não ser cego para ver as árvores e as flores. Se é preciso saber ver para realizar uma obra de arte, o mesmo se requer depois para compreendê-la, tal como com a Natureza.

Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores
Fernando Pessoa

Entre a esperança e o desespero vive-se uma odisseia iniciada num tempo sem princípio e, para ela, reclama-se perenidade e bom ambiente. A Natureza é o palco da aventura e os protagonistas, confrontados com os enigmas do universo e da vida, descobrem que a imaginação é um poderoso complemento da visão e deslumbram-se com a capacidade de criar. É por isso que, sob o mesmo céu e no meio de tantos fenómenos, sobressai a vastidão e precisão do conhecimento científico e cresce uma história fantástica, inspirada na infinita adição de obras de arte, de todos os tempos e de todas as origens. Ciências da Natureza e Arte, duas vias divergentes da mesma aventura intelectual, são o que de mais brilhante e de mais belo gerou a mente humana.

A paixão de conhecer apoderou-se do Homem e o desejo de compreender a própria existência e a complexidade prodigiosa do mundo visível alimenta-lhe o interesse por esse todo do qual faz parte. Ciência e Arte envolveram-se na empresa, por diferentes caminhos. O artista, cuja fantasia faz explodir como num sonho, usa uma dimensão de liberdade vedada ao cientista, este sujeito a leis rígidas, reconhece na crítica racional orientada pela ideia da verdade, o fundamento do seu trabalho. Haverá só diferenças entre um trabalho científico e uma obra de arte?
Ninguém será cientista se não estiver interessado em compreender o mundo e alargar a extensão e precisão do conhecimento científico segundo os quais este foi ordenado, afirma Kuhn; a Arte, não é mera técnica de entretenimento dos sentidos, nem passatempo de fazer reproduções, alerta Arnheim. Com efeito o desejo expresso nas palavras de Fausto (Goethe), que eu conheça o que o Universo / preserva intacto no seu âmago, manifesta que o criador artístico acalenta o sonho, de qualquer grande cientista da Natureza. Naturalmente que um conhecimento que se adquire através das peças de Shakespeare distingue-se do que resulte da pesquisa de biólogos e químicos e poderá vir a originar medicamentos eficazes na cura de doenças. Ambos são úteis.

Se não é finalidade da Arte duplicar habilmente a Natureza ou distrair, qual é então o seu objectivo e de que modo concreto o realiza? Se o artista não imita a Natureza por que a observa tão atentamente?

Fernando Pessoa disse que não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores e Cézanne explicou por que razão contemplava a Natureza demoradamente. O tempo e a reflexão, afirma, modificam pouco a pouco a cena até que acabamos por compreender. Para o pintor e para o poeta a imagem na retina é apenas o começo de um fenómeno complexo. O lema de Leonardo Da Vinci, era Saber Ver. O grande cientista-artista, conferia tal poder às palavras “saber” e “ver”, que dizia: os olhos encerram a beleza do mundo inteiro...são os senhores da astronomia, assistem e presidem a todas as artes humanas...reinam sobre os vários campos da matemática... criaram a arquitectura e a perspectiva e...a divina arte da pintura.
Mas se é preciso saber ver para realizar a obra, quer seja literária, pictórica, escultórica ou musical, o mesmo se requer depois, para compreendê-la. Poderemos também dizer que não é bastante não ser cego para ver uma obra de arte. Se é verdade que as grandes obras de arte guardam ciosamente os seus segredos, sabe-se também que no horizonte de cada uma há sempre uma interpretação a pairar. António Damásio, declara que a partir dos sinais da retina revelando dimensões, cores, formas, movimentos, o cérebro constrói enredos, verdadeiros ou não, sobre esses objectos e acontecimentos. Será este fenómeno que a arte irá sublimar em ideias e em essências espirituais. A suprema questão da obra de arte, afirmou James Joyce no Ulisses, está em quão profunda é uma vida que ela gera. A pintura de Gustave Moreau é a pintura das ideias. A mais profunda poesia de Shelley, as palavras de Hamlet põem o nosso espírito em contacto com a sabedoria eterna.
Infelizmente a Arte é um universo pouco visitado pela maioria das pessoas e, por isso mesmo, com pouco peso na sua vida. Os motivos serão muitos e variados e o pouco que se faz para que esta situação se inverta, ou é em vão, ou poucos resultados se colhem. Entre os insensíveis à obra de arte não estarão os responsáveis pela degradação do ambiente e pela perturbação da harmonia entre os homens? Entre eles talvez estejam também, os que possuem uma certa espécie de ventura, que semeia secura por onde passa.

Para apreciar o que os museus exibem e as salas de concerto dão a ouvir, para saborear o que uma boa leitura oferece, para estremecer perante uma catedral gótica é preciso usar o lema de Leonardo, é preciso aprender a Saber Ver.
O Sol de Todos
Os olhos da minha amada não se comparam com o Sol
Shakespeare
A Natureza exprime sempre algo que a transcende, afirma Mircea Eliade e, deste facto, tanto pode resultar uma teoria científica, como uma sinfonia, um poema ou uma pintura. O avanço da Ciência, porém, trouxe alterações a vários níveis, na relação do Homem com a Natureza. Assim, conhecendo-se cientificamente um fenómeno natural, o pôr-do-Sol por exemplo, será ainda possível, continuar a olhá-lo com o mesmo estremecimento de alma que proporcionava antes de ter chegado a explicação da Ciência? Este poema de Baudelaire sobre os ocasos, proporcionará o mesmo aprazimento antes e depois da aquisição de conhecimentos sobre o fenómeno?
A Natureza exprime sempre algo que a transcende, afirma Mircea Eliade e, deste facto, tanto pode resultar uma teoria científica, como uma sinfonia, um poema ou uma pintura. O avanço da Ciência, porém, trouxe alterações a vários níveis, na relação do Homem com a Natureza. Assim, conhecendo-se cientificamente um fenómeno natural, o pôr-do-Sol por exemplo, será ainda possível, continuar a olhá-lo com o mesmo estremecimento de alma que proporcionava antes de ter chegado a explicação da Ciência? Este poema de Baudelaire sobre os ocasos, proporcionará o mesmo aprazimento antes e depois da aquisição de conhecimentos sobre o fenómeno?
Os sóis-poentes
Revestem os campos
Os canais, a cidade inteira
De jacinto e ouro
O mundo adormece
Numa cálida luz.
O testemunho de certo cientista, sobre a questão dos efeitos da Ciência na relação do ser humano com a Natureza, interessa particularmente. É ele Hubert Reeves, conselheiro científico da NASA e doutorado em astrofísica nuclear. Conta Reeves que já na juventude vibrava perante um mar inflamado pelo Sol poente. Certo dia, porém, conhecia já os estudos do físico escocês Maxwell, estava diante do oceano sereno gloriosamente colorido pelo Sol, quando escutou uma voz interior que lhe dizia: Estes desenhos, estas formas, estas tonalidades cambiantes são as soluções matemáticas das equações de Maxwell, perfeitamente previsíveis e calculáveis. Nada mais do que isso ...No meu céu interior erguiam-se as equações de Maxwell, frias, inexoráveis. A sua luz crua abolira, assim me parecia, a frágil magia do céu rosa e do mar cintilante. Esta expressão, assim me parecia, que Reeves intercala, anuncia um desfecho simpático. Com efeito, no livro Malicorne, reflexões de um observador da Natureza, Reeves percorre uma trama compacta de caminhos, e o leitor acaba por concluir que o cientista encontrou explicações suficientes para continuar a deleitar-se com um pôr-do-Sol. De certo modo, este episódio, lembra a célebre resposta de Diógenes, dada a Alexandre o Grande, quando este, preocupado com a vida pobre que o filósofo levava, pergunta-lhe o que precisa para viver com mais conforto. A resposta, sobejamente conhecida não tardou: não me tires o meu Sol.
D. Quixote confortava Sancho dizendo-lhe que o Sol nasce para os maus e para os bons. Cervantes tinha razão, o Sol contempla todos, mas cada um recebe-o de seu modo e consoante as circunstâncias. Um pintor, um poeta e aquele profeta que ensinou a fazer da vida uma obra de arte, exemplificam. A luminosidade da Natureza, as variações de luz na sua relação com as formas surpreendiam os olhos de Monet que pintou cerca de quarenta “catedrais de Ruão”. Sempre a mesma fachada, sem céu nem solo, o pintor registou o efeito das variações da luz. Há a catedral de Ruão com Sol intenso, com sol, etc., etc. O poeta, supremo artista da palavra, utiliza-a ao serviço da fraternidade. Escreveu Pessoa: Bendito seja o mesmo Sol de outras terras que faz mais irmãos todos os homens. Jesus de Nazaré surpreende porque disse: Os justos resplandecerão como o Sol.
O Homem é inventivo, capaz de encontrar a saída de todos os labirintos, mas desenvolveu a inteligência mais rapidamente que as qualidades morais. As religiões apesar das boas intenções que as movem conduziram à intolerância e ao fanatismo, a Arte poderá ser um caminho para chegar à fraternidade ,à justiça, ao Amor. O Sol faz da Terra o nosso País.
Retirado de:

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

AMBIENTE:

GREEN FESTIVAL ARRANCA HOJE PARA PROVAR QUE CADA GESTO FAZ A DIFERENÇA
18 de Setembro de 2009, 06:44

Lisboa, 18 Set (Lusa) - O Green Festival, que se anuncia como o maior festival de sustentabilidade do país, arranca hoje em Cascais e promove uma mensagem mobilizadora na defesa do ambiente: cada gesto faz a diferença.
"Este é o ano da afirmação", disse à Lusa o porta-voz da organização, Pedro Norton de Matos, salientando que este evento, que vai na segunda edição, é o maior do género em Portugal, prolongando-se durante uma semana e dirigindo-se a um público diversificado.
"Procuramos cobrir todo o espectro social, das famílias ao meio empresarial porque este é um tema transversal à sociedade e às gerações", explicou.
Retirado de:

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O projecto ECOQUARRY

Ecotecnologia para a Restauração Ambiental de Pedreiras Calcárias
Apresentação do projecto internacional de restauração de pedreiras calcárias em condições mediterrânicas ECOQUARRY – Ecotechnology for Environmental Restoration of Limestone Quarries, no qual participou a Faculdade de Ciências de Lisboa e a Secil.
Após a extracção dos recursos minerais, as áreas afectadas devem ser recuperadas e re-integradas no meio ambiente tendo em conta factores paisagísticos e ecológicos. O resultado final dos projectos de recuperação depende da qualidade das intervenções durante todas as fases do processo, apoiadas em sólidas bases científicas e técnicas.

O projecto ECOQUARRY - Ecotechnology for environmental restoration of limestone quarries foi co-financiado pelo programa Europeu Life-Ambiente, projecto (LIFE04 ENV/ES/000195), coordenado pela Universitat de Barcelona e desenvolvido entre 2004 e 2007 por parceiros em Portugal, Catalunha e Comunidade Valenciana - 6 instituições universitárias e politécnicas (orientação científica), 10 empresas da indústria extractiva (instalação e manutenção de áreas-piloto), 2 associações empresariais e uma entidade governamental com responsabilidades na área do ambiente (apoio e divulgação). Portugal esteve representado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Centro de Ecologia e Biologia Vegetal1) e pela SECIL – Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A.
Enquadramento
Este projecto consistiu essencialmente em implementar, à escala real, as técnicas mais recentes e inovadoras para restauro de pedreiras em condições mediterrânicas. Embora a recuperação ambiental de áreas degradadas por actividades extractivas não seja prática recente noutros países da Europa e da América do Norte, é escassa a experiência em países mediterrânicos, onde a especificidade dos constrangimentos ambientais e da vegetação justificam que as técnicas aplicadas naqueles casos não sejam exequíveis ou, pelo menos, não alcancem igual êxito.

Correntemente, as recuperações de áreas degradadas incluem poucas ou nenhumas espécies arbustivas e arbóreas, investindo sobretudo em vegetação herbácea, introduzida por sementeira.
As espécies lenhosas são usadas apenas quando se considera que a sua capacidade de sobrevivência e/ou de crescimento rápido nestas condições adversas o justificam, promovendo frequentemente "monoculturas" e introdução de espécies alóctones. Por outro lado, verifica-se que a sementeira de misturas comercialmente propostas favorece o desenvolvimento de herbáceas que, além de poderem manifestar carácter invasivo, prejudicam a evolução da comunidade vegetal. Isto contraria o facto de, no caso de muitas pedreiras em zonas mediterrânicas, serem as espécies arbustivas e arbóreas que, em termos paisagísticos e ecológicos, caracterizam as áreas naturais envolventes que servem de modelo.
Assim, um dos objectivos do ECOQUARRY foi promover a introdução de vegetação lenhosa diversificada nos processos de recuperação de pedreiras. O tipo de substrato utilizado na restauração foi também tido em conta para a definição da necessidade e dosagem de correcção e de regas, sempre em articulação com o tipo e densidade da vegetação introduzida.

O projecto alicerçou-se nos conhecimentos acumulados ao longo dos últimos 20 anos pelos diversos parceiros do consórcio, desde os resultados de investigação científica e de ensaios experimentais, aos conhecimentos adquiridos na prática diária dos técnicos das empresas extractivas e das instituições com responsabilidade na área ambiental.

Um objectivo inovador do projecto ECOQUARRY foi o estabelecimento de um sistema de controlo de qualidade para optimizar as actuações em futuras recuperações de pedreiras. Não esquecendo a relação custo-benefício, pretendeu-se fomentar o uso racional dos recursos naturais e a utilização de espécies vegetais nativas (em vez das comercialmente mais divulgadas) para obter um sistema natural mais diverso e próximo do ecossistema envolvente.
Objectivos
. Melhoramento das intervenções de recuperação em pedreiras calcárias mediterrânicas, com desenvolvimento de processos de controlo de qualidade normalizados.
. Promoção do uso racional e sustentável dos recursos naturais e do aumento da fixação do dióxido de carbono atmosférico.
. Transferência de processos directamente para grandes e pequenas empresas mineiras.
Resumo dos factores testados nas parcelas-piloto ECOQUARRY
As pedreiras diferiam essencialmente no tipo de substrato utilizado (e respectiva granulometria) e no volume de precipitação anual (o qual determinou a dose de rega aplicada). A densidade e diversidade das plantações foram semelhantes nas 11 pedreiras, utilizando-se espécies arbustivas e arbóreas autóctones.
Faseamento
1) Implementação de testes-piloto: utilização de espécies herbáceas apropriadas a cada zona de vegetação, aumento da diversidade de espécies arbustivas (por sementeira e plantação) e melhoramento da distribuição do coberto vegetal.
2) Controlo de qualidade: optimização dos recursos e da manutenção (e.g. rega) e monitorização do desenvolvimento da vegetação.
3) Avaliação de resultados (eficácia e rendimento).
4) Planificação de um sistema de qualidade ambiental para recuperação de pedreiras (e.g. Manual de Recuperação de Pedreiras).
Resultados ambientais, sociais e económicos
O projecto produziu directamente técnicas melhoradas - mais eficazes e eficientes - para a recuperação de áreas extremamente degradadas. Entre os resultados ambientais destacam-se a recomendação do aproveitamento de materiais locais e reciclagem de resíduos orgânicos, para a formação de substrato, bem como da utilização de espécies autóctones (lenhosas e herbáceas), para incremento da biodiversidade e favorecimento da sucessão natural. O projecto aumentou a sensibilidade do sector extractivo para a importância do controlo de qualidade de todas as operações envolvidas no processo de recuperação das pedreiras. O melhoramento destas tecnologias beneficia a percepção social das actividades extractivas e proporciona oportunidades económicas para empresas com actividades ligadas à restauração tais como viveiristas, empresas de engenharia florestal ou arquitectura paisagística.

Benefícios a longo-prazo e sustentabilidade
O principal resultado do projecto foi a elaboração de um conjunto de protocolos (em geral, experimentalmente demonstrados) para a restauração de pedreiras calcárias em regiões mediterrânicas. Estes protocolos baseiam-se na realização de um mínimo de intervenções que possam desencadear e/ou facilitar a sucessão natural, e na aplicação, se necessária, de medidas de gestão durante o período de caução, de modo a assegurar a recuperação natural, a médio- e longo-prazo, dos ecossistemas e da paisagem. Esta abordagem pretende evitar quer o insucesso das intervenções, quer os investimentos prolongados ou permanentes em manutenção (rega, fertilização, novas plantações, eliminação de espécies indesejáveis, etc.).
Relevância dos resultados
As empresas extractivas que participaram no ECOQUARRY são, naturalmente, os primeiros beneficiários dos resultados obtidos, mas está contemplada a transferência dos conhecimentos que será feita através das associações do sector e da administração pública (também participantes no Projecto), bem como pela divulgação de um Manual de Boas Práticas.

Tendo o projecto sido desenvolvido num número de pedreiras calcárias geografica e climaticamente representativo, os seus resultados gerais podem considerar-se aplicáveis a outras pedreiras em condições mediterrânicas. Por outro lado, as estratégias de controlo de qualidade definidas são aplicáveis em qualquer actividade de recuperação de pedreiras, independentemente da sua geografia, recurso mineral ou clima.

O projecto produziu directrizes para a recuperação sustentável de pedreiras e para o controlo de qualidade do processo de restauração que podem constituir as bases técnicas e científicas para o desenvolvimento ou melhoramento da regulamentação a diversos níveis, desde a regional até à europeia.
Participantes no projecto EcoQuarry:
. Departament de Biologia Vegetal de la Universitat de Barcelona (coordenação). Universitat Politècnica de Catalunya. Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa – CEBV (Centro de Ecologia e Biologia Vegetal). Universitat d’Alacant. Centre de Recerca Ecològica i Aplicacions Forestals (CREAF). Escola d’Agricultura de Barcelona. Direcció General de Boscos i Biodiversitat del departament de Medi Ambient de la Generalitat de Catalunya. Gremi d’Àrids de Catalunya. Agrupació de Fabricants de Ciment de Catalunya. Empresas do sector:- Aricemex- Uniland Cementera- Bercontrés- Cantera Roca- Canteras La Ponderosa- Ciments Molins- Cemex (Tarragona e Alicante)- Lafarge Asland- Promotora Mediterrània-2 (PROMSA)- Secil (Portugal)
Para mais informação:
www2.ub.edu/ecoquarry
Graça Oliveira, Centro de Biologia Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Tel: 21 7500000, ext. 22556; g.oliveira@fc.ul.pt
1 Recentemente integrado no Centro de Biologia Ambiental (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)
Retirado de:

terça-feira, 8 de setembro de 2009

BRILHO DE PETRUS

Inicia o seu trajecto em 27 de Julho de 2009.
Através do endereço:
Nasce com o objectivo de mostrar os nossos trabalhos e ideias que poderão ser adquiridos após contacto e encomenda.
Artigos valorizados pela criatividade e originalidade. Onde criamos, por exemplo, colares com a pedra correspondente ao seu signo, entre outras aplicações.
40% dos lucros obtidos na venda destes artigos reverterão para causas sociais.
Para qualquer informação adicional e/ou respectiva compra de qualquer artigo poderá contactar o autor deste blog: Jorge, através do seguinte email: jfc1975@gmail.com
Até breve

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

É FACIL E DIZ TANTO…

O Instituto Português de Oncologia (IPO) está a angariar filmes VHS ou
DVD's para os doentes da unidade de transplantes que estão em
isolamento.


São crianças e adultos que precisam de um transplante de medula e de estar ocupados durante o tempo de internamento, explicou ao Portugal Diário a Enfermeira responsável pela unidade, Elsa Oliveira.

A falta de "stocks" torna necessária a ajuda da população.

Precisamos de filmes para as pessoas mais desfavorecidas que não têm possibilidade de os trazer. Algumas crianças trazem os seus próprios filmes e brinquedos mas depois quando têm alta levam-nos, acrescenta.

O IPO aceita todos os géneros de filmes, mas a preferência vai para a comédia.

Numa altura menos feliz das suas vidas, um sorriso vai fazer bem a quem passa dias inteiros numa cama de hospital.

As cassetes de vídeo ou DVD's podem ser enviadas para:
Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil
Unidade de Transplante de Medula
A/C Sr.ª Enf. Elsa Oliveira

Rua Professor Lima Basto 1070 Lisboa Ou então, informe-se pelo
telefone: 217 229 800 (geral IPO) 21 726 67 85

Podes passar palavra?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

FOLRESTA AMAZÔNICA

REGISTA RECUPERAÇÃO DE 20% DA ÁREA DERRUBADA
29/08/2009 - 11h06
CLAUDIO ANGELO
Editor de Ciência da Folha de S.Paulo
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Folha de S.Paulo, em Belém


O primeiro mapa da regeneração florestal na Amazônia traz uma notícia boa e outra má. A boa é que 20% de tudo o que foi desmatado na região entre 1988 e 2007 se recuperou, formando matas secundárias (capoeiras). A má é que essas matas secundárias têm meia-vida curta: em menos de cinco anos metade da área regenerada volta a virar lavoura e pasto.

Assim, dos estimados 132 mil km² de florestas secundárias que existiam na região em 2006, 60 mil terão sido reconvertidos em 2011. Segundo o pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que elaborou a estimativa, entender a dinâmica de perda e ganho dessas capoeiras é crucial para saber quais são as reais emissões de CO2 do Brasil por desmatamento: afinal, enquanto se regenera, a floresta sequestra carbono do ar. O atual inventário brasileiro de emissões considera uma regeneração de 12%.

Os cálculos sobre a regeneração foram feitos por Claudio Almeida, diretor do Centro Regional da Amazônia do Inpe, inaugurado ontem em Belém. São estimativas ainda preliminares, feitas com base em 26 imagens de satélite (cenas) do Prodes, o sistema de sensoriamento remoto que calcula a taxa oficial de desmatamento.

"Vamos concluir até novembro um levantamento de porta a porta, com quanto entrou e quanto saiu [se perdeu] de vegetação secundária em 2008", disse Almeida à Folha.

O dado deverá vir acompanhado de uma estimativa de quanto carbono essas novas vegetações conseguem absorver, em comparação com o que é emitido pelo corte raso.

Tapete amarelo

O Prodes mapeia desde o fim dos anos 1980 a perda de floresta na Amazônia, mas ninguém sabe direito o que acontece com a vegetação depois. "A gente não olha mais para a cena depois que ela entra no tapete amarelo", diz Almeida. "Tapete amarelo" é como os técnicos do Inpe chamam as áreas desmatadas, marcadas nos mapas do Prodes com essa cor.

O primeiro mergulho no tapete amarelo tem revelado um ciclo de abandono e retomada das pastagens. "Num dado momento, o proprietário fica descapitalizado e abandona o pasto. Dali a três, quatro anos, ele vende a área e o pasto é limpo de novo, ou ele mesmo refaz a pastagem", afirma o cientista.

Ontem Almeida divulgou os dados de regeneração para Amapá, Mato Grosso e Pará. Mato Grosso detém o pior índice. Cerca de 11% dos 201,7 mil km2 derrubados no Estado voltaram a ter algum tipo de floresta. No Pará, foram 22%, dos 233,4 mil km2 desmatados. No Amapá, um quarto (ou 25%) dos 2.440,3 km 2 destruídos pelo homem se regenerou.

O primeiro mergulho no tapete amarelo tem revelado um ciclo de abandono e retomada das pastagens. "Num dado momento, o proprietário fica descapitalizado e abandona o pasto. Dali a três, quatro anos, ele vende a área e o pasto é limpo de novo, ou ele mesmo refaz a pastagem", afirma o cientista.

Ontem Almeida divulgou os dados de regeneração para Amapá, Mato Grosso e Pará. Mato Grosso detém o pior índice. Cerca de 11% dos 201,7 mil km2 derrubados no Estado voltaram a ter algum tipo de floresta. No Pará, foram 22%, dos 233,4 mil km2 desmatados. No Amapá, um quarto (ou 25%) dos 2.440,3 km 2 destruídos pelo homem se regenerou.

Retirado de:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u616684.shtml

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CAUSA

V.F. XIRA: FAMÍLIA PROCURA AJUDA NO SITE
http://dinis.webnode.com
26 Agosto 2009 - 00h30

Doença rara leva família a vender casa

O Dinis tem dezoito meses e, apesar da curta experiência de vida, a sua história é rara. O diagnóstico de Leucoencefalopatia, Calcificações e Quistos Cerebrais chegou há poucos meses e com ele muitas inquietações quanto ao futuro. Sendo esta uma doença neurológica grave que afecta vinte pessoas em todo o Mundo, ainda não existe investigação suficiente para conhecer a cura. Associada a esta doença está ainda o Síndrome de Coats nos olhos do Dinis, uma patologia progressiva, que pode levar à cegueira e, em estágio final, à extracção do olho.

Movidos pela procura de resposta, os pais, Paulo Rosa e Ana Terceiro, travam uma luta constante contra o tempo e as limitações da ciência. "O nosso maior medo é que ele morra", revela Paulo Rosa.

No entanto, a falta de apoios e os custos elevados de cada tratamento e deslocações ao estrangeiro levam o casal a querer vender a casa em Cotovios, Vila Franca de Xira. "Não temos possibilidade de pagar as despesas. Preciso urgentemente de vender a casa. Há três anos, quando a comprámos, não tinha uma bola de cristal a dizer que ia ter um filho diferente", confessa Ana.

Segundo Paula Brito e Costa, presidente da Federação das Doenças Raras em Portugal, a falta de apoios é transversal a todas as famílias. "A falta de apoio é geral. Mas há uns anos ninguém falava delas e elas já existiam. Hoje já temos um plano nacional para as doenças raras, mas daqui até termos um plano transversal à solidariedade social e à educação ainda vai demorar um bocadinho", garante.

APONTAMENTOS
CONSULTA
A próxima consulta de oftalmologia está marcada para 3 de Setembro, em Barcelona, Espanha, e irá ter um custo--base de cerca de 600 euros.

APOIO
Os pais debatem-se com a falta de apoio. "Para o Estado, o Dinis nasce aos três anos. Até lá temos de ser nós a garantir a fisioterapia, a terapia", referiu Paulo Rosa.

INVESTIGAÇÃO
O Estado comparticipa o tratamento no estrangeiro, mas não aposta na investigação. "Como podemos tratar o Dinis se não investigam?", questiona.

Joana Nogueira

Retirado de:
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=D26237E9-A5C9-443C-B4C8-F526D31792DE&channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF