(Dalai Lama, The World of Tibetan Buddhism)
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
TANTRAYANA
(Dalai Lama, The World of Tibetan Buddhism)
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
SABER VER
Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores
Fernando Pessoa
A paixão de conhecer apoderou-se do Homem e o desejo de compreender a própria existência e a complexidade prodigiosa do mundo visível alimenta-lhe o interesse por esse todo do qual faz parte. Ciência e Arte envolveram-se na empresa, por diferentes caminhos. O artista, cuja fantasia faz explodir como num sonho, usa uma dimensão de liberdade vedada ao cientista, este sujeito a leis rígidas, reconhece na crítica racional orientada pela ideia da verdade, o fundamento do seu trabalho. Haverá só diferenças entre um trabalho científico e uma obra de arte?
Se não é finalidade da Arte duplicar habilmente a Natureza ou distrair, qual é então o seu objectivo e de que modo concreto o realiza? Se o artista não imita a Natureza por que a observa tão atentamente?
Fernando Pessoa disse que não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores e Cézanne explicou por que razão contemplava a Natureza demoradamente. O tempo e a reflexão, afirma, modificam pouco a pouco a cena até que acabamos por compreender. Para o pintor e para o poeta a imagem na retina é apenas o começo de um fenómeno complexo. O lema de Leonardo Da Vinci, era Saber Ver. O grande cientista-artista, conferia tal poder às palavras “saber” e “ver”, que dizia: os olhos encerram a beleza do mundo inteiro...são os senhores da astronomia, assistem e presidem a todas as artes humanas...reinam sobre os vários campos da matemática... criaram a arquitectura e a perspectiva e...a divina arte da pintura.
Para apreciar o que os museus exibem e as salas de concerto dão a ouvir, para saborear o que uma boa leitura oferece, para estremecer perante uma catedral gótica é preciso usar o lema de Leonardo, é preciso aprender a Saber Ver.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
AMBIENTE:
18 de Setembro de 2009, 06:44
"Este é o ano da afirmação", disse à Lusa o porta-voz da organização, Pedro Norton de Matos, salientando que este evento, que vai na segunda edição, é o maior do género em Portugal, prolongando-se durante uma semana e dirigindo-se a um público diversificado.
"Procuramos cobrir todo o espectro social, das famílias ao meio empresarial porque este é um tema transversal à sociedade e às gerações", explicou.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
O projecto ECOQUARRY
O projecto ECOQUARRY - Ecotechnology for environmental restoration of limestone quarries foi co-financiado pelo programa Europeu Life-Ambiente, projecto (LIFE04 ENV/ES/000195), coordenado pela Universitat de Barcelona e desenvolvido entre 2004 e 2007 por parceiros em Portugal, Catalunha e Comunidade Valenciana - 6 instituições universitárias e politécnicas (orientação científica), 10 empresas da indústria extractiva (instalação e manutenção de áreas-piloto), 2 associações empresariais e uma entidade governamental com responsabilidades na área do ambiente (apoio e divulgação). Portugal esteve representado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Centro de Ecologia e Biologia Vegetal1) e pela SECIL – Companhia Geral de Cal e Cimento, S.A.
Este projecto consistiu essencialmente em implementar, à escala real, as técnicas mais recentes e inovadoras para restauro de pedreiras em condições mediterrânicas. Embora a recuperação ambiental de áreas degradadas por actividades extractivas não seja prática recente noutros países da Europa e da América do Norte, é escassa a experiência em países mediterrânicos, onde a especificidade dos constrangimentos ambientais e da vegetação justificam que as técnicas aplicadas naqueles casos não sejam exequíveis ou, pelo menos, não alcancem igual êxito.
Correntemente, as recuperações de áreas degradadas incluem poucas ou nenhumas espécies arbustivas e arbóreas, investindo sobretudo em vegetação herbácea, introduzida por sementeira.
O projecto alicerçou-se nos conhecimentos acumulados ao longo dos últimos 20 anos pelos diversos parceiros do consórcio, desde os resultados de investigação científica e de ensaios experimentais, aos conhecimentos adquiridos na prática diária dos técnicos das empresas extractivas e das instituições com responsabilidade na área ambiental.
Um objectivo inovador do projecto ECOQUARRY foi o estabelecimento de um sistema de controlo de qualidade para optimizar as actuações em futuras recuperações de pedreiras. Não esquecendo a relação custo-benefício, pretendeu-se fomentar o uso racional dos recursos naturais e a utilização de espécies vegetais nativas (em vez das comercialmente mais divulgadas) para obter um sistema natural mais diverso e próximo do ecossistema envolvente.
. Melhoramento das intervenções de recuperação em pedreiras calcárias mediterrânicas, com desenvolvimento de processos de controlo de qualidade normalizados.
. Promoção do uso racional e sustentável dos recursos naturais e do aumento da fixação do dióxido de carbono atmosférico.
. Transferência de processos directamente para grandes e pequenas empresas mineiras.
Resumo dos factores testados nas parcelas-piloto ECOQUARRY
As pedreiras diferiam essencialmente no tipo de substrato utilizado (e respectiva granulometria) e no volume de precipitação anual (o qual determinou a dose de rega aplicada). A densidade e diversidade das plantações foram semelhantes nas 11 pedreiras, utilizando-se espécies arbustivas e arbóreas autóctones.
1) Implementação de testes-piloto: utilização de espécies herbáceas apropriadas a cada zona de vegetação, aumento da diversidade de espécies arbustivas (por sementeira e plantação) e melhoramento da distribuição do coberto vegetal.
2) Controlo de qualidade: optimização dos recursos e da manutenção (e.g. rega) e monitorização do desenvolvimento da vegetação.
3) Avaliação de resultados (eficácia e rendimento).
4) Planificação de um sistema de qualidade ambiental para recuperação de pedreiras (e.g. Manual de Recuperação de Pedreiras).
O projecto produziu directamente técnicas melhoradas - mais eficazes e eficientes - para a recuperação de áreas extremamente degradadas. Entre os resultados ambientais destacam-se a recomendação do aproveitamento de materiais locais e reciclagem de resíduos orgânicos, para a formação de substrato, bem como da utilização de espécies autóctones (lenhosas e herbáceas), para incremento da biodiversidade e favorecimento da sucessão natural. O projecto aumentou a sensibilidade do sector extractivo para a importância do controlo de qualidade de todas as operações envolvidas no processo de recuperação das pedreiras. O melhoramento destas tecnologias beneficia a percepção social das actividades extractivas e proporciona oportunidades económicas para empresas com actividades ligadas à restauração tais como viveiristas, empresas de engenharia florestal ou arquitectura paisagística.
Benefícios a longo-prazo e sustentabilidade
O principal resultado do projecto foi a elaboração de um conjunto de protocolos (em geral, experimentalmente demonstrados) para a restauração de pedreiras calcárias em regiões mediterrânicas. Estes protocolos baseiam-se na realização de um mínimo de intervenções que possam desencadear e/ou facilitar a sucessão natural, e na aplicação, se necessária, de medidas de gestão durante o período de caução, de modo a assegurar a recuperação natural, a médio- e longo-prazo, dos ecossistemas e da paisagem. Esta abordagem pretende evitar quer o insucesso das intervenções, quer os investimentos prolongados ou permanentes em manutenção (rega, fertilização, novas plantações, eliminação de espécies indesejáveis, etc.).
Tendo o projecto sido desenvolvido num número de pedreiras calcárias geografica e climaticamente representativo, os seus resultados gerais podem considerar-se aplicáveis a outras pedreiras em condições mediterrânicas. Por outro lado, as estratégias de controlo de qualidade definidas são aplicáveis em qualquer actividade de recuperação de pedreiras, independentemente da sua geografia, recurso mineral ou clima.
O projecto produziu directrizes para a recuperação sustentável de pedreiras e para o controlo de qualidade do processo de restauração que podem constituir as bases técnicas e científicas para o desenvolvimento ou melhoramento da regulamentação a diversos níveis, desde a regional até à europeia.
Para mais informação:www2.ub.edu/ecoquarry
Graça Oliveira, Centro de Biologia Ambiental, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Tel: 21 7500000, ext. 22556; g.oliveira@fc.ul.pt
1 Recentemente integrado no Centro de Biologia Ambiental (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa)
terça-feira, 8 de setembro de 2009
BRILHO DE PETRUS
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
É FACIL E DIZ TANTO…
O Instituto Português de Oncologia (IPO) está a angariar filmes VHS ou
DVD's para os doentes da unidade de transplantes que estão em
isolamento.
São crianças e adultos que precisam de um transplante de medula e de estar ocupados durante o tempo de internamento, explicou ao Portugal Diário a Enfermeira responsável pela unidade, Elsa Oliveira.
A falta de "stocks" torna necessária a ajuda da população.
Precisamos de filmes para as pessoas mais desfavorecidas que não têm possibilidade de os trazer. Algumas crianças trazem os seus próprios filmes e brinquedos mas depois quando têm alta levam-nos, acrescenta.
O IPO aceita todos os géneros de filmes, mas a preferência vai para a comédia.
Numa altura menos feliz das suas vidas, um sorriso vai fazer bem a quem passa dias inteiros numa cama de hospital.
As cassetes de vídeo ou DVD's podem ser enviadas para:
Instituto Português de Oncologia de Francisco Gentil
Unidade de Transplante de Medula
A/C Sr.ª Enf. Elsa Oliveira
Rua Professor Lima Basto 1070 Lisboa Ou então, informe-se pelo
telefone: 217 229 800 (geral IPO) 21 726 67 85
Podes passar palavra?
terça-feira, 1 de setembro de 2009
FOLRESTA AMAZÔNICA
Editor de Ciência da Folha de S.Paulo
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Folha de S.Paulo, em Belém
O primeiro mapa da regeneração florestal na Amazônia traz uma notícia boa e outra má. A boa é que 20% de tudo o que foi desmatado na região entre 1988 e 2007 se recuperou, formando matas secundárias (capoeiras). A má é que essas matas secundárias têm meia-vida curta: em menos de cinco anos metade da área regenerada volta a virar lavoura e pasto.
Assim, dos estimados 132 mil km² de florestas secundárias que existiam na região em 2006, 60 mil terão sido reconvertidos em 2011. Segundo o pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que elaborou a estimativa, entender a dinâmica de perda e ganho dessas capoeiras é crucial para saber quais são as reais emissões de CO2 do Brasil por desmatamento: afinal, enquanto se regenera, a floresta sequestra carbono do ar. O atual inventário brasileiro de emissões considera uma regeneração de 12%.
Os cálculos sobre a regeneração foram feitos por Claudio Almeida, diretor do Centro Regional da Amazônia do Inpe, inaugurado ontem em Belém. São estimativas ainda preliminares, feitas com base em 26 imagens de satélite (cenas) do Prodes, o sistema de sensoriamento remoto que calcula a taxa oficial de desmatamento.
"Vamos concluir até novembro um levantamento de porta a porta, com quanto entrou e quanto saiu [se perdeu] de vegetação secundária em 2008", disse Almeida à Folha.
O dado deverá vir acompanhado de uma estimativa de quanto carbono essas novas vegetações conseguem absorver, em comparação com o que é emitido pelo corte raso.
Tapete amarelo
O Prodes mapeia desde o fim dos anos 1980 a perda de floresta na Amazônia, mas ninguém sabe direito o que acontece com a vegetação depois. "A gente não olha mais para a cena depois que ela entra no tapete amarelo", diz Almeida. "Tapete amarelo" é como os técnicos do Inpe chamam as áreas desmatadas, marcadas nos mapas do Prodes com essa cor.
O primeiro mergulho no tapete amarelo tem revelado um ciclo de abandono e retomada das pastagens. "Num dado momento, o proprietário fica descapitalizado e abandona o pasto. Dali a três, quatro anos, ele vende a área e o pasto é limpo de novo, ou ele mesmo refaz a pastagem", afirma o cientista.
Ontem Almeida divulgou os dados de regeneração para Amapá, Mato Grosso e Pará. Mato Grosso detém o pior índice. Cerca de 11% dos 201,7 mil km2 derrubados no Estado voltaram a ter algum tipo de floresta. No Pará, foram 22%, dos 233,4 mil km2 desmatados. No Amapá, um quarto (ou 25%) dos 2.440,3 km 2 destruídos pelo homem se regenerou.
O primeiro mergulho no tapete amarelo tem revelado um ciclo de abandono e retomada das pastagens. "Num dado momento, o proprietário fica descapitalizado e abandona o pasto. Dali a três, quatro anos, ele vende a área e o pasto é limpo de novo, ou ele mesmo refaz a pastagem", afirma o cientista.
Ontem Almeida divulgou os dados de regeneração para Amapá, Mato Grosso e Pará. Mato Grosso detém o pior índice. Cerca de 11% dos 201,7 mil km2 derrubados no Estado voltaram a ter algum tipo de floresta. No Pará, foram 22%, dos 233,4 mil km2 desmatados. No Amapá, um quarto (ou 25%) dos 2.440,3 km 2 destruídos pelo homem se regenerou.
Retirado de:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u616684.shtml