sexta-feira, 31 de julho de 2009

NOVA VERSÃO DE JARDIM

INVADEM CASA E ATÉ BANHEIRO
27/07/2009 - 10h52
LEANDRO NOMURA da Revista da Folha

Nos últimos anos, a crescente verticalização das metrópoles se refletiu na maneira de cultivar flores e folhagens, que, literalmente, subiram pelas paredes. Com espaços cada vez mais raros destinados a jardins tradicionais, casas e apartamentos têm ganhado painéis verticais recheados de plantas de diferentes espécies.
No Brasil, três técnicas de verticalização de jardins são usadas de maneira frequente. Em uma delas, as plantas são instaladas sobre uma superfície de fibra de coco ou sobre uma tela especial para o plantio, que são fixadas em um painel de plástico ou de metal.

Em outra, é construído um muro com blocos vazados, onde flores e folhagens são plantadas. A terceira técnica consiste em engatar porta-vasos de plástico de alta resistência, com proteção UVA e UVB, em uma estrutura de alumínio marítimo, que não oxida e é resistente à maresia.

Dependendo do método usado, é possível instalar os painéis em áreas internas e externas. Além de decorarem ambientes, eles servem como proteção acústica e como isolantes térmicos, ajudando a regular a temperatura ambiente. Podem ser colocados em fachadas, muros, varandas, salas ou em qualquer outro lugar que tenha um mínimo de luz natural. Por causa da umidade, banheiros que recebem luz natural são os lugares ideais para esse tipo de projeto.

A escolha das plantas que irão enfeitar o painel requer a análise do microclima do local de instalação. São levadas em consideração a luminosidade, a força dos ventos e a existência ou não de ar-condicionado e de fatores específicos de cada lugar, como a maresia. "Temos mais de 500 espécies de plantas para jardins verticais, entre folhagens e flores, mas samambaias, begônias, rhipsalis e orquídeas são os grandes curingas", explica a paisagista Gica Mesiara, da Quadro Vivo.

Daniela Cavallari, sócia da Verde Vaso, empresa que desenha jardins verticais em seus projetos, concorda: "Plantas que precisam de pouca ou nenhuma terra são as mais recomendadas".

Como irrigar

A principal dificuldade em verticalizar os jardins é a irrigação. Caso seja feita de maneira manual, há o risco de não ficar uniforme: as plantas da parte inferior tendem a encharcar mais do que as que estão fixadas na parte de cima. "A irrigação manual pode ser feita, mas tem que ser muito precisa. Por isso, é mais indicada a irrigação automatizada", afirma o paisagista Gil Fialho.

Se houver mais de uma espécie de planta em um mesmo painel, a irrigação se torna ainda mais complexa, já que cada uma das espécies necessita de quantidades diferentes de água. Nesse caso, é preciso usar uma central de automação que trabalhe por setores: rega de acordo com a necessidade de cada tipo de planta.

A manutenção é simples. Baseia-se em poda a cada três meses para a retirada de folhas amareladas, além de adubação, que pode ser feita por meio de um borrifador. "A poda é necessária para manter o espaço das espécies sem que uma avance sobre a outra", explica Fialho. A durabilidade é semelhante à de um jardim convencional.

Como todas as belezas, essa também tem seu preço. Varia de R$ 600 a R$ 1.800 o metro quadrado, dependendo da técnica, das espécies de plantas, do tamanho do painel e da estrutura da parede ou do muro onde o projeto será instalado. Em casos de uso de irrigação automatizada, são necessários um ponto hidráulico, outro de energia e um dreno para conter excessos de irrigação.

Retirado de:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u600824.shtml

quarta-feira, 29 de julho de 2009

EXPOSIÇÃO «REMADE IN PORTUGAL»

MOSTRA PEÇAS ECOLÓGICAS
quarta-feira, 29 de Julho de 2009 08:46

A exposição "Remade in Portugal" é inaugurada hoje à noite com peças de design ecológico de cerca de três dezenas de criadores portugueses no Museu da Electricidade, sob o título "A um Passo do Sonho".

Pela terceira vez consecutiva em Lisboa, a exposição surge este ano em contexto de crise global, e pretende chamar a atenção para a importância de hábitos de consumo responsáveis, o impacto do desperdício na sociedade e na natureza, além da criação de soluções sustentáveis para o futuro.

O director artístico do projecto "Remade in Portugal", Roberto Cremascoli, disse à Agência Lusa que, desde o início, em 2007, a iniciativa conseguiu que fossem desenvolvidos 105 peças de design ecológico e colocar metade em produção e comercialização.

A iniciativa conta este ano com a participação exclusiva de artistas portugueses de várias áreas, desde as artes plásticas, design, arquitectura e moda como Rita Garizo, Joana Vasconcelos, Nuno Cera, Ana Salazar, Maria Gambina, Alda Tomás, Carlos Aguiar, Ricardo Dourado, João Mendes Ribeiro, entre outros.

"Remade in Portugal" divide-se em seis núcleos, começando por uma chamada de atenção para os problemas ambientais que assolam o país - a seca, as inundações e os incêndios - através de um "Alerta" em vídeo concebido pelo artista Nuno Cera.

Segue-se o "Labirinto Remade", com obras feitas em materiais reciclados por profissionais das áreas do design, arquitectura e moda, depois surge o núcelo "Novos Talentos", com obras também recicladas criadas por finalistas universitários.

O quarto núcleo chama-se "Arco do Triunfo", criado pelo artista plástico Xana, e o seguinte é a instalação "The order of today is the disorder of tomorrow" de Pedro Valdez Cardoso.

O "Jardim do Éden", criado pela artista Joana Vasconcelos, fecha a exposição, com uma imagem do paraíso que remete para o tema do sonho do "Remade in Portugal", projecto que conta com o apoio institucional da Agência Portuguesa do Ambiente e Direcção Geral das Artes do Ministério da Cultura.

Criado originalmente em 2004 pela Regione Lombardia, em Itália, o projecto obteve a adesão do Ministério do Ambiente italiano e de vários consórcios ligados à reciclagem, passando a "Remade in Italy", com a finalidade de difundir a cultura do eco-design e do desenvolvimento sustentável.

A partir do projecto "Remade in Italy" foi criada uma rede da qual já fazem parte, Portugal, Chile, Brasil e Argentina. Espanha e França vão ser os próximos países a aderir a esta iniciativa.
A exposição "Remade in Portugal" estará patente ao público até 13 de Setembro.

Diário Digital / Lusa
Retirado de:

terça-feira, 28 de julho de 2009

CELEBRA-SE HOJE O DIA NACIONAL DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

Filipa Alves (28-07-09)

O movimento ambientalista em Portugal iniciou-se com a criação da LPN, a 1ª organização não-governamental de Ambiente a nível ibérico e em 1998, por ocasião das comemorações dos 50 anos da associação, o Estado instituiu o Dia Nacional de Conservação da Natureza.

Os precursores do movimento ambientalista em Portugal foram as ideias proteccionistas dos anos 30, tendo a doutrina de conservação da Natureza surgido claramente nas Actas do 1º Congresso Nacional de Ciências Naturais que decorreu em 1941. No entanto, a criação em 1948 da Liga para a Protecção da Natureza, a 1ª organização não governamental de ambiente na Península Ibérica, que marcou a génese do activismo social em prol do Ambiente em território nacional, foi uma consequência directa do apelo literário de Sebastião da Gama ao fim da destruição da Mata do Solitário na Serra da Arrábida.

Desde então o movimento ambientalista tem vindo a ganhar adeptos, multiplicando-se e diversificando-se. Em 1998, ano em que a Liga para a Protecção da Natureza cumpriu 50 anos de luta pela Conservação da Natureza, foi definido o estatuto legal de Organização não-governamental de ambiente (DL 35/98 de 18 de Julho), substituindo o estatuto de Associação de Defesa do Ambiente. Por outro lado, em reconhecimento do contributo da LPN para a divulgação e preservação do património natural Nacional o Estado instituiu o dia 28 de Julho como Dia Nacional da Conservação da Natureza.

Actualmente, existe uma panóplia de organizações não-governamentais de ambiente um pouco por todo o país, partilhando princípios e actuando a diferentes níveis, desde o local até ao regional. Segundo dados do Registo de Nacional ONGAs e Equiparadas disponível no sítio da Agência portuguesa do Ambiente são 120 as entidades com o estatuto de organização não governamental de ambiente, que têm o direito de participar na definição da política e das grandes linhas de orientação legislativa em matéria de ambiente, contribuindo de forma importante para a preservação do património natural nacional.

Documentos Recomendados:
Biodiversidade : Importância dos conceitos e métodos de avaliação para as políticas de conservação da natureza
Os Fundos Comunitários e a Conservação dos Recursos Naturais - Os Montados e os Sobreirais do Sul de Portugal

Retirado de:
http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=7133&bl=1

segunda-feira, 27 de julho de 2009

LEOPARDO-DAS-NUVENS

AFINAL NÃO ESTÁ EXTINTO NO BANGLADESH
Filipa Alves (27-07-09)

Uma cria de leopardo-das-nuvens foi capturada por habitantes de uma aldeia, depois de ter sido avistada na companhia da mãe e de outra cria, o que indica que ainda existem animais em liberdade no Bangladesh, ao contrário do que se pensava.

A presença de leopardo-das-nuvens foi confirmada no Bangladesh 20 anos depois do último avistamento. Uma mãe e as suas duas crias foram observadas por habitantes locais enquanto se alimentavam de um macaco, tendo uma das crias sido capturada embora a mãe e a outra cria tenham conseguido fugir.

Os responsáveis pela captura pretendiam vender o animal mas sob a pressão dos conservacionistas acabaram por libertar a cria na floresta, não se sabendo no entanto se esta se terá reunido com a mãe.

A descoberta veio renovar as esperanças de que o leopardo-das-nuvens continue a habitar e a reproduzir-se nas zonas florestadas do Bangladesh pelo que os esforços de conservação da espécie devem ser retomados.

Segundo o Professor Anwarul Islam, do Wildlife Trust of Bangladesh, “Estamos encantados. Há muitos anos que pensávamos que o animal tinha desaparecido ou estava em processo de desaparecer. É bom saber que ainda estão presentes e que se estão a reproduzir”.

O leopardo-das-nuvens pode ser encontrado nas florestas da Sudeste Asiático, sendo considerado uma espécie vulnerável pelo UICN. Actualmente as ameaças incluem a desflorestação para venda da madeira e substituição por áreas agrícolas (nomeadamente plantações de palmeira para produção de óleo de palma) e a caça furtiva para o comércio de peles, ossos e carne. Desconhece-se qual a dimensão das populações selvagens porque se trata de uma espécie difícil de estudar mas sabe-se que apresenta uma tendência de declínio.

Fonte: Eco Worldly

Retirado de:
http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=7094&bl=1

sexta-feira, 24 de julho de 2009

PROJECTO "VAMOS LIMPAR PORTUGAL" JÁ ARRANCOU

Filipa Alves (24-07-09)


A iniciativa pretende eliminar todas as lixeiras e depósitos de resíduos abandonados no país ao longo de um dia e envolvendo, sociedade por sectores e apelando aos indivíduos em particular e seguindo o exemplo da Estónia.
A ideia surgiu no seguimento do grande sucesso que teve uma iniciativa semelhante na Estónia. Neste país do Leste Europeu a iniciativa “Vamos fazê-lo” conseguiu eliminar 10 000 toneladas de lixo abandonado por todo o país em 5 horas. Tratou-se de um mega-projecto com uma logística complexa que envolveu ONGs, cientistas, figuras públicas e políticos incluindo o presidente. Implicou uma grande campanha publicitária para a sensibilização e mobilização da sociedade visto que eram necessárias 40 000 pessoas para levar a cabo a intervenção e uma acção de mapeamento à escala nacional dos depósitos de resíduos que contou com a contribuição de 700 voluntários. No dia 3 de Maio de 2008, o “dia D”, compareceram 50 000 pessoas para participar na mega-acção de limpeza, cerca de 4% da população do país. Conseguiu-se assim fazer num dia e com 500 000 euros o que o governo levaria 3 anos a concretizar com um custo global previsto de 22,5 milhões de euros.
Actualmente, já está em marcha em Portugal um projecto semelhante que pretende eliminar todas as lixeiras e depósitos resíduos indevidamente abandonados em zonas como florestas e campos, ideia pela 1ª vez sugerida no fórum da LandMania, Clube de Portugal. Nesta primeira fase está a decorrer a angariação de voluntários, através de formação de grupos por concelhos e já se começou o mapeamento dos locais a ser intervencionados.
Nesta etapa inicial a internet é um instrumento valioso para “passar a palavra” e reunir os dados relativos às zonas de intervenção e aos locais e entidades que aceitarão os resíduos recolhidos. Neste momento o “Vamos limpar Portugal: Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia” já dispõe de um site de divulgação do projecto, uma página para gestão das equipas e um site com o mapa das lixeiras já identificadas. Por outro lado, já está presente em plataformas de comunicação e redes sociais como Hi-5, Faceboook e Twitter .
A data para a mega-acção de limpeza ainda não está definido. Embora tivesse havido sugestões para que a intervenção se concretizasse em Outubro de 2009, novos planos apontam para meados do próximo ano como data mais viável tendo em conta a complicada logística do projecto.
Para mais informações sobre o projecto “Vamos Limpar Portugal“ e se pretende aderir visite www.limparportugal.org.
Para informar sobre a localização de lixeiras a incluir na mega-acção de limpeza aceda a
http://es.wikiloc.com/wikiloc/user.do?name=limparportugal
Caso deseje ver a vídeo-reportagem sobre o projecto “Let’s do it” na Eslovénia pode fazê-lo em http://limparportugal.ning.com/video/lets-do-it-estonia-legendado
Retirado de:

quinta-feira, 23 de julho de 2009

BÍBLIA:

Porque não há coisa encoberta que não haja de manifestar-se, nem coisa secreta que não haja de saber-se e vir à luz.
Jesus. (Lucas, 8:17.)

Retirado de:
http://www.guia.heu.nom.br/index.htm

quinta-feira, 16 de julho de 2009

RELATÓRIO DEMOLIDOR DA COMISSÃO EUROPEIA

CONCLUI QUE A POLÍTICA AGRÍCOLA DEITA POR TERRA OS ESFORÇOS DE PROTECÇÃO DA NATUREZA NA EUROPA
Domingos Leitão - SPEA (16-07-09)
No início desta semana a Comissão Europeia (CE) publicou os resultados de um exercício para avaliar o estado do património natural nos 27 Estados Membros. Usando dados fornecidos pelos governos, este relatório analisa a situação de centenas de habitats e mais de um milhar de espécies de plantas e animais protegidos pela Directiva Habitats da União Europeia (EU).

Apesar de algumas melhorias, graças a acções e projectos específicos de conservação da natureza, o relatório salienta que a UE quase de certeza irá falhar o objectivo para 2010 de estancar a perda de biodiversidade. Particularmente ameaçados estão os ecossistemas agrícolas, as zonas húmidas e a orla costeira. Apenas 17% das espécies e dos habitats mais importantes da UE viram o seu estatuto de conservação melhorado.

A SPEA e a BirdLife International, que têm desenvolvido projectos significativos para conservação da biodiversidade, aplaudem a CE por este relatório demolidor e consideram particularmente importante o enfoque especial no papel da agricultura em todo este processo: Konstantin Kreiser, responsável da BirdLife para as Políticas da UE comenta que “temos agora a prova definitiva de que a Política Agrícola Comum (PAC) continua a ser uma das ameaças principais para a natureza e a biodiversidade na Europa”. O relatório mostra que os habitats dependentes da gestão agrícola e agro-florestal estão particularmente ameaçados, quando comparados com outros (apenas 7%, comparativamente a 21%, possuem uma situação favorável). As pastagens extensivas e os pousios, habitats muito importantes para a natureza, estão particularmente ameaçados pela intensificação e pelo abandono agrícola.

As conclusões da CE coincidem com a evidência científica recolhida pela parceria BirdLife International (incluindo a SPEA) sobre o declínio das aves dos meios agrícolas. Em Portugal 50 espécies de aves dependentes dos ecossistemas agrícolas e agro-florestais encontram-se ameaçadas. Algumas estão mesmo em perigo crítico de extinção, como o Milhafre-real e o Rolieiro.
Domingos Leitão, Coordenador do Programa Rural da SPEA, não tem dúvidas em afirmar que “a responsabilidade desta falha na implementação de politicas e medidas adequadas é dos governos nacionais e dos Ministros da Agricultura”. Em Portugal, desde 2006 que a SPEA critica fortemente o Ministério da Agricultura devido à implementação deficiente do Plano de Desenvolvimento Rural (PDR). Falta investimento na Rede Natura 2000, em instrumentos financeiros que apoiem os agricultores que optam por práticas amigas da natureza. “O mais incrível é que o PDR Português foi aprovado em 2007 com a promessa do Ministro Jaime Silva de investir mais 50 milhões de euros em medidas agro-ambientais específicas para a Rede Natura 2000, e até à data nada foi feito” salienta Domingos Leitão. Um pouco por toda a UE os governos cedem aos poderosos lóbis agrícolas e, em vez de apoiar a agricultura sustentável, gastam o dinheiro da PAC na intensificação agrícola, como os projectos megalómanos de regadio. O relatório da CE é muito oportuno, considerando que começou recentemente o debate sobre a reforma radical da PAC, talvez a última hipótese de aplicação de verdadeiras medidas de apoio ao ambiente rural.

A BirdLife International e a SPEA consideram ainda escandaloso que passados 17 anos após a adopção da Directiva Habitats da UE ainda haja Estados Membros que alegam não conhecer o estatuto das suas espécies de plantas e animais mais importantes. Portugal é directamente visado nesta critica juntamente com Grécia e Espanha, que indicaram que desconhecem a situação de mais de 50% das suas espécies.
Domingos Leitão afirma que “este é o resultado de mais de uma década de desinvestimento na natureza, que levou ao desaparecimento dos programas de seguimento que existiam e a uma ignorância deliberada dos que foram criados”. A SPEA desenvolve quatro programas de seguimento de populações de aves, com base no trabalho de mais de 150 voluntários, coordenados por ornitólogos profissionais. Um desses programas, o Censo da Aves Comuns, apesar de fornecer informação estatística que Portugal tem de apresentar anualmente a Bruxelas, não tem qualquer apoio financeiro do Estado. Domingos Leitão confessa que “a SPEA tem colhido promessas do Ministério da Agricultura e do Ministério do Ambiente, mas ainda não recebeu um único euro pelos dados que recolhe, analisa e disponibiliza desde 2004”.Perante esta situação inaceitável a SPEA apela à CE que tome uma posição firme contra Portugal e outras Estados Membros, de modo a forçar os governos a investir mais no seguimento da biodiversidade.

Por último, a BirdLife e a SPEA, concluem que apesar dos bons instrumentos, como a Rede Natura 2000 e a Directiva Habitats, a UE e os governos nacionais têm falhado sistematicamente na reforma e implementação das políticas sectoriais relevantes. Como diz Konstantin Kreiser, “por esta razão este relatório não surpreende ninguém”. Mas a Europa não pode dar-se ao luxo de falhar novamente com a Biodiversidade. Para isso necessitamos de uma verdadeira reforma da PAC, que favoreça a natureza, o bem estar, a segurança alimentar e a prosperidade económica.
Retirado de: