quinta-feira, 9 de abril de 2009

PRIMEIRA PASTILHA BIODEGRADÁVEL PRODUZIDA NO MÉXICO

Um consórcio mexicano está a produzir uma pastilha elástica que não é pegajosa e se desfaz em pó para evitar estragos no meio ambiente.
Debaixo das mesas, atrás das cadeiras ou espalmadas no chão, as pastilhas elásticas tornaram-se um verdadeiro problema ambiental: não são biodegradáveis e a sua limpeza exige horas de intensa dedicação, porque nunca é fácil arrancá-las dos esconderijos onde as depositam os mais preguiçosos quando já perderam o sabor.

Mas um consórcio mexicano, que inclui 56 cooperativas e 2000 trabalhadores, parece ter encontrado a solução para esta questão : uma pastilha orgânica, produzida a partir da seiva natural das árvores da selva tropical maia.

Segundo o diário espanhol El Mundo, a empresa Consorcio Chiclero já começou a comercializar as pastilhas Chicza, que são biodegradáveis e se desfazem em pó no prazo de seis semanas. Além das vantagens ambientais, também são menos nocivas para o sistema digestivo, já que as pastilhas comuns e pegajosas resultam de um composto de solventes, conservantes e corantes com sabores artificiais, muitos derivados do petróleo. E não se colam à roupa nem ao cabelo, asseguram os produtores.
Sabem a menta, a limão, laranja, hortelã, canela e frutos vermelhos, cada pacote custa 1,5 euros e o objectivo do consórcio mexicano é vendê-las por todo o mundo. Já chegaram ao Reino Unido, onde as empresas de limpeza de ruas responderam de forma entusiasta: "qualquer produto que alivie este problema é bem-vindo", disse o porta-voz do grupo que tem a tarefa de limpar pastilhas elásticas da Rua Oxford de Londres, uma operação que chega a durar 17 semanas.

O gerente do Consórcio Chiclero, Manuel Aldrete, sublinhou que "o mais importante é que conseguimos reunir num só produto a história de um povo como os maias, a consciência ambiental e um artigo de alta qualidade".

Da zona florestal onde se recolhe a seiva para as pastilhas orgânica, com 1,3 milhões de hectares, será possível obter em condições ideais cerca de 350 toneladas de produto por ano.
Retirado de:

quarta-feira, 8 de abril de 2009

TERRA SEM MALES

Quando Nhanderuvuçu (nosso grande Pai) resolveu acabar com a terra, devido à maldade dos homens, avisou antecipadamente Guiraypoty, o grande pajé, e mandou que dançasse. Este obedeceu-lhe, passando toda a noite em danças rituais. E quando Guiraypoty terminou de dançar, Nhanderuvuçu retirou um dos esteios que sustentam a terra, provocando um incêndio devastador.
Guiraypoty, para fugir do perigo, partiu com sua família, para o Leste, em direção ao mar. Tão rápida foi a fuga, que não teve tempo de plantar e nem decolher a mandioca. Todos teriam morrido de fome se não fosse seu grande poder que fez com que o alimento surgisse durante a viagem.
Quando alcançaram o litoral, seu primeiro cuidado foi construir uma casa de tábuas, para que, quando viessem as águas, ela pudesse resistir. Terminada a construção, retomaram a dança e o canto.
O perigo tornava-se cada vez mais iminente, pois o mar, como que para apagar o grande incêndio, ia engolindo toda a terra. Quanto mais subiam as águas, mas Guirapoty e sua família dançavam.

E para não serem tragados pela água, subiram no telhado da casa. Guiraypoty chorou, pois teve medo. Mas sua mulher lhe falou: - Se tens medo, meu pai, abre teus braços para que os pássaros que estão passando possam pousar.

Se eles sentarem no teu corpo, pede para nos levar para o alto.
E, mesmo em cima da casa, a mulher continuou batendo a taquara ritmadamente contra o esteio da casa, enquanto as águas subiam. Guiraypoty entoou então onheengaraí, o canto solene guarani. Quando iam ser tragados pela água, a casa se moveu, girou, flutuou, subiu... subiu até chegar à porta do céu, onde ficaram morando.

Esse lugar para onde foram chama-se Yvy marã ei (a “terra sem males”). Aí as plantas nascem por si próprias, a mandioca já vem transformada em farinha e a caça chega morta aos pés dos caçadores. As pessoas nesse lugar não envelhecem e nem morrem: aí não há sofrimento!
Retirado de:
Na continuidade deste artigo e do seguinte, outro link muito interessante relativo aos indios Guarani - GUARANI OS FILHOS DO VENTO:

terça-feira, 7 de abril de 2009

CURIOSIDADES:

MITOLOGIA GUARANI

A saga dos deuses guaranis

História mitológica inédita dos índios guaranis Mbyás de São Miguel, Biguaçu (Santa Catarina).

Por Ozias Alves Jr (jornalista) e-mail ozias@matrix.com.br

No princípio dos tempos, a Terra era habitada por criaturas abomináveis. Eram os "Pamba'e Djaguá" (Feras Extraordinárias). "Nhanderu ete", o deus supremo do universo, decidiu eliminar os "Pamba'e Djaguá" lançando sobre a terra uma estrela incandescente, a "Djatchir Tata'i guatchú".

Tidos como criaturas do mal, os "Pambá é Djaguá", que a civilização ocidental chama de "Dinossauros" ("Lagartos Terríveis" em grego), foram mortos pelo terrível calor provocado pelo cometa. Sobre as cinzas deste mundo, "Nhanderú etê"decidiu repovoá-lo com um novo ser, o "Homem".

Em guarani, "Nhanderú etê" significa "Deus Verdadeiro". É o Deus de forma humana cujos olhos refletem a infinidade das cores. Onde aparece, reflete luz. Vaga pelo cosmos num veículo voador chamado "Bairý".

"Nhanderu ete" percorreu o "Nhe'ê Rekuagui", o "lugar das almas", o mundo dos espíritos. De lá trouxe "Nhande ypy", o "Primeiro Homem", transportando-o em seu "Bairý" até a Terra.

Chegando aqui em nosso planeta, "Nhanderu ete" advertiu a "Nhande ypy" que sua missão era povoar a Terra e não permitir que o egoísmo tomasse conta dos corações de seus descendentes. Acrescentou o deus que o egoísmo tornar-se-ia a raiz de todo o mal da humanidade pois desencadeia as guerras e toda sorte de violência do homem contra o homem. Advertiu para que os homens prezassem por sua memória, cujo exemplo inspiraria os homens a praticar o bem. Nascia ali a religião guarani.

- Nunca pense em si para que a humanidade não sofra, aconselhou profeticamente o Deus na língua do mundo dos espíritos que se transformou no primeira idioma da Terra, segundos os guaranis mbyás.

"Nhandeý pý" era um espírito. Chegando à Terra, transformou-se num "homem" de carne e osso. Um espírito, se quiser e tiver a energia necessária, pode se materializar em forma de um corpo, diz a tradição dos índios guarani.

"Nhandeý pý" , o "Adão" dos guarani mbyá, ficou dois anos sozinho na Terra. "Mokõi aragudjê" (dois anos depois), eis que o deus "Nhanderú etê" voltou ao mundo espiritual "Nheé Rekuaguí"para trazer uma "Nhande Tchir pý" (A 1ª mulher). Tomando-a como esposa, "Nhandeý pý"teve seis filhos cujos nomes são: 1) Kraí í (Poder Divino), 2) Nhamandú (Reflexo do Sol), 3) Djatchir (Dona da Noite), 4) Wherá Tupã (Deus da Chuva), 5) Wherá Nhimbodjerê (Dia e Noite, o giro da Terra) e 6) Pará Guatchú (Oceano).

Eram cinco homens e uma mulher ("Djatchir"). Eis o grupo inicial do qual, segundo os guaranis, descende a humanidade. Os mbyá têm o costume de adotar como sobrenome um dos seis filhos do casal "Nhandeý pý" e "Nhande Tchir pý". Segundo eles, tal costume visa indicar de quem descende os atuais índios entre os seis primeiros filhos da humanidade.

O primeiro casal e seus filhos são os primeiros homens "mortais" da humanidade, de acordo com a mitologia guarani mbyá. O deus supremo "Nhanderú etê" gerou três deuses secundários principais para serem seu intermediário junto aos homens. Tratam-se de: 1) "Kraí" (Iluminado), 2) "Kraí Rendy Vydjú" (Poder da Luz) e 3) "Kraí Kendá" (Anjo que mostra o Bem e o Mal).

Este último, "Kraí Kendá", é quem os católicos chamam de "Anjo da Guarda" pois é um espírito que adverte os homens sobre o Bem e o Mal. É aquela voz interior que chamamos "Consciência".

Ao mesmo tempo que os deuses vindos do espaço sideral percorriam a Terra, o Adão e Eva da mitologia guarani mbyá vivia num mundo de bonança e prosperidade. Mas faltavam os netos. O casal tinha seis filhos- cinco homens e uma mulher. Os filhos não tinham esposas. Se quisesem ter filhos, só a irmã. Porém, mesmo nos primórdios da humanidade, respeitava-se o tabu do incesto, isto é, irmão não poderia manter relação sexual com a irmã. (...)

Restante artigo e retirado de:

http://www.staff.uni-mainz.de/lustig/guarani/floripa/#a%20Hist%C3%B3ria

DIVULGADA LISTA DOS 50 ESPAÇOS VERDES EM RISCO NA ZONA DO PORTO

Desde 2006 que organização ambientalista trabalha na lista
04.04.2009 - 18h35 Lusa

Gruta da Lomba (Espinho), o Monte da Virgem (Gaia) e a Quinta da Prelada (Porto), estão na lista dos 50 espaços verdes em risco no Grande Porto, disse hoje Nuno Quental, da organização ambientalista Campo Aberto.
A Quinta do Mosteiro de Pedroso (Gaia), o rio Leça (Maia) e a ribeira da Granja (Porto) figuram também nesta lista dos 50 espaços verdes carentes de protecção na região do Grande Porto, que culmina um levantamento iniciado pela Campo Aberto em Outubro de 2006 e que identificou, numa primeira fase, 113 locais em risco.
Nuno Quental, que falava à margem da sessão de divulgação desta lista, destacou a boa colaboração prestada por todas as autarquias do Grande Porto, com excepção da de Espinho, que não deu qualquer colaboração à Campo Aberto neste trabalho.
O dirigente ambientalista destacou na lista final dos 50 espaços em risco, além dos locais já mencionados, mais três em Espinho (Barrinha de Esmoriz, Castro de Ovil, em Paramos, e a zona de Picadela, em Guetim) e cinco em Gondomar - Monte Crasto, os terrenos do Santuário de Montalto e os rios Torto, Sousa e Ferreira.
Na Maia apontou o chamado Espaço 144, em Leça do Balio (onde funciona uma ETAR) e a zona agrícola de São Mamede de Infesta, enquanto na Póvoa de Varzim estão em risco os campos de Maceira e o monte de S. Félix e, no Porto, o Parque Oriental da Cidade.
Em Valongo destacou a ribeira de Tabãos e a serra de Santa Justa, enquanto em Vila do Conde o perigo ameaça sobretudo a zona de Cavadas, a Reserva Ecológica do Mindelo e o monte de Santo Ovídio.
Em Gaia, os locais em perigo são os rios Febres e Uíma assim como as serras de Canelas e Canelas, estando também o Monte da Virgem ameaçado pela pressão de urbanização.
A campanha '50 Espaços Verdes em Perigo, 50 Espaços Verdes a Preservar' foi lançada em Outubro de 2006, tendo a primeira fase decorrido até 31 de Julho de 2007.
Neste período, os habitantes da Área Metropolitana do Porto apresentaram 113 propostas sobre locais que consideraram estar em perigo e que necessitavam de protecção. A lista completa integra quintas, vales de rios e ribeiras, jardins privados, campos agrícolas e matas, entre outros espaços verdes existentes na AMP, uma região densamente povoada e cada vez mais urbanizada. Nuno Quental salientou que estão incluídas "todas as áreas mais importantes da área metropolitana por quem há muita gente a lutar há vários anos".
A selecção final foi feita com base na opinião manifestada pelos grupos de trabalho criados pela Campo Aberto, envolvendo autarquias, empresas, universidades e organizações ambientalistas. "
A Campo Aberto vai agora partir para a sensibilização das autarquias envolvidas para a necessidade da preservação destas zonas", disse Nuno Quental.
O dirigente ambientalista referiu ainda que a Campo Aberto vai estabelecer parcerias com empresas especializadas que já colaboram com esta organização "no sentido de aprofundar a estratégia de actuação em cada um dos lugares em risco".
"Vamos voltar a contactar as câmaras porque queremos que nos autorizem a apresentar as questões relacionadas com os respectivos municípios nas respectivas assembleias municipais e executivos camarários", afirmou. Em paralelo com esta iniciativa junto das autarquias, será também editada "até ao final do ano" uma brochura com textos e imagens dos 50 locais verdes que necessitam de protecção na zona do Grande Porto.
Retirado de:

sexta-feira, 3 de abril de 2009

ALGUMAS OPINIÕES CIENTÍFICAS SOBRE

O AQUECIMENTO GLOBAL:

"- Desde que deixei de fazer parte de qualquer organização e de receber algum financiamento [para investigação], falo com toda a franqueza … Como cientista continuo céptica"
Dra. Joanne Simpson , cientista da [Física da] Atmosfera, primeira mulher, a nível mundial, a receber o título de Ph. D. [Doutorada] em Meteorologia e ex-colaboradora da NASA, autora de mais de 190 estudos e designada como "pertencente aos mais proeminentes cientistas dos últimos cem anos".

- O pânico climático é o "maior escândalo científico da história … Quando as pessoas souberem qual é a verdade, elas ficarão decepcionadas com a Ciência e com os cientistas"
Dr. Kiminori Itoh , colaborador japonês do IPCC, galardoado como Ph. D. da físico-química ambiental.

"O IPCC [2] ], actualmente, transformou-se numa organização fechada que não ouve mais ninguém. Não têm mentes abertas [os membros do IPCC] … Estou realmente espantado como foi atribuído o Prémio Nobel da Paz sobre conclusões cientificamente falsas que foram ditas por pessoas que não são geólogos" Dr. Arun D. Ahluwalia , geólogo indiano da Universidade do Punjab, membro do comité da ONU do Ano Internacional do Planeta.

"Os modelos [informáticos do clima] e as previsões do IPCC [2] ] são incorrectos porque se baseiam em modelos matemáticos e apresentam resultados baseados em cenários que não incluem, por exemplo, a actividade solar" - Victor Manuel Velasco Herrera , investigador do Instituto de Geofísica da Universidade Autónoma de México.

"É uma mentira descarada erguer a voz na comunicação social para afirmar que apenas uma franja de cientistas não reconhece o aquecimento global de origem antropogénica" – Stanley B. Goldenberg , cientista estatal da Hurricane Research Division , da NOAA - National Oceanic and Atmospheric Administration [equivalente ao Instituto de Meteorologia dos EUA].

"Mesmo a duplicação ou a triplicação da quantidade de dióxido de carbono [na atmosfera] teria pouco impacto [climático], já que o vapor de água e a água condensada em partículas das nuvens [existentes na atmosfera] são e continuarão a ser dominantes na cena mundial [isto é, no estado do tempo e no clima a nível mundial]" – Geoffrey G. Duffy , Prof. do Departamento de Química e Engenharia de Materiais da Universidade de Auckland, Nova Zelândia.

"Depois de ler o comentário asinino de Rajendra Pachauri (Chairman do IPCC) sobre os Flat Earthers [3] (ao considerar os cépticos como tal), é difícil manter-me calado" – Dr. William M. Briggs , estatístico do clima, especialista em previsões estatísticas, trabalha no Comité de Estatísticas e Probabilidades da Associação Americana de Meteorologia, editor associado da Monthly Review Weather

"Quantos anos deve o planeta arrefecer até percebermos que ele não está a aquecer? Quantos anos mais deve continuar o arrefecimento do planeta [que entrou numa fase de arrefecimento depois de 1998, até nos inteirarmos disso]? – Dr. David Gee , geólogo, Chairman do Comité do Congresso Internacional de Geologia de 2008, publicou mais de 130 artigos científicos em revistas com revisão pelos pares, lecciona actualmente na Universidade de Uppsala, Suécia.

"Gore incitou-me a [realizar] uma investigação científica profunda que me levou rápida e solidamente para o campo dos cépticos … Os modelos climáticos, na melhor das hipóteses, podem servir para explicar as alterações climáticas depois delas terem sucedido" [4]Hajo Smit , meteorologista holandês, inverteu a sua crença no aquecimento antropogénico para se tornar num céptico, ex-membro do Comité Holandês junto do IPCC.

"Muitos (cientistas) estão a tentar regressar a uma vida pacata (depois de promoverem o pânico climático) sem arruinar as suas carreiras profissionais" – James A. Peden , Físico da Atmosfera, ex-colaborador do Centro de Coordenação de Investigações Espaciais, em Pittsburgh, Pensilvânia.

"É um perigoso disparate criar uma ideologia suportada no dióxido de carbono … O alarmismo actual das alterações climáticas é um instrumento de controlo social, um pretexto para grandes negócios e para o combate político. Transformou-se numa ideologia preocupante" – Prof. Delgado Domingos [Instituto Superior Técnico, Lisboa], Portugal, fundador do grupo de Previsão Meteorológica Numérica, tem mais de 150 artigos científicos publicados.

"As emissões de CO 2 não causam absolutamente qualquer problema … Qualquer cientista sabe isso, mas não lhe pagam para dizê-lo … [A alguns pagam para dizer o contrário!] O aquecimento global, como veículo político, mantém os europeus sentados no veículo e os países em desenvolvimento a andarem descalços" – Dr. Takeda Kunihiko , vice-reitor do Instituto de Ciências e Tecnologia da Universidade de Chubu, Japão.

"O alarmismo (do aquecimento global) tem a sua justificação no facto de que é algo que gera fundos [para investigação]" – Dr. Eduardo Tonni , Paleontólogo premiado, membro do Comité de Investigação Científica de Buenos Aires, chefe do Departamento de Paleontologia da Universidade de La Plata.

O relatório também inclui estudos científicos actuais, revistos pelos pares, refutando o medo do aquecimento provocado pelo homem e desenvolvendo conhecimentos climáticos que contradizem a [respectiva] teoria.

[1] Realizou-se em Poznan, Polónia, entre 1 e 13 de Dezembro de 2008. [2] O autor refere-se aos relatórios do IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change e ao conjunto de políticos, ambientalistas e cientistas pouco sérios que tomaram conta do processo a nível internacional. [3] Significado pejorativo para uma pessoa sem senso comum. " The idea of a flat Earth is the idea that the surface of the Earth is flat (a plane), rather than the view that it is a very close approximation of the surface of a sphere. This was a common belief until the Classical Greeks began to discuss the Earth's shape about the 4th century BC". – vide http://en.wikipedia.org/wiki/Flat_Earth . [4] Nem para isso, já que não representam a realidade total do sistema climático. Só podem ser úteis parcelarmente, em previsões de alguns dias, ou em estudos muito segmentados. – NT.

Rubrica: EXEMPLOS DE VIDA

HANS JONAS
Ecoética e o Principio da Responsabilidade

«Assim como os meus antepassados semearam para mim antes de eu nascer,
também eu semearei para aqueles que se seguirem a mim.»
Antigo texto hebraico
Durante toda a História da Humanidade até à época medieval, a Natureza afigurou-se como duradoira e permanente, que sofria ciclos e alterações mas era sempre capaz de recuperar sem dificuldade, inclusivamente das pequenas agressões que o Homem lhe causava com as suas localizadas intervenções.

Esta concepção mudou radicalmente com a ciência moderna e a técnica dela derivada. O Homem passou a constituir, de facto, uma ameaça para a continuidade da Vida na Terra. Não só pode acabar com a sua existência como também pode alterar a essência do Homem e desfigurá-la mediante diversas manipulações.

Tudo isto representa uma mutação tal no campo da acção humana que nenhuma ética anterior se encontra à altura dos desafios do presente. Torna-se necessária uma nova ética: uma ética orientada para o futuro. Tal não significa que seja concebida para que a pratiquem apenas “os homens de amanhã”. Ao contrário, trata-se duma ética que deve reger precisamente os “homens de hoje” por forma a garantir que haja “os homens do futuro”.

Hans Jonas dedicou-se a esta problemática, tendo proposto uma filosofia baseada no Princípio da Responsabilidade, apresentando um novo paradigma ético, vocacionado para o nível colectivo e para acção dos agentes político-sociais, grandes responsáveis e contribuintes para “regrar e orientar da acção humana”, “uma ética actual que se preocupa com o futuro, que pretende proteger os nossos descendentes das consequências das nossas acções presentes”.

Este documento de reflexão circunscreve-se à Natureza Ambiental extra-humana e à Ecologia no sentido referente às relações entre o comportamento humano e as consequências da intervenção sobre o Ambiente Natural.

Tal se deve ao facto de se pretender analisar de que forma o pensamento de Hans Jonas se pode aplicar e constituir útil com instrumento de pensamento e acção na Saúde Pública, designadamente, no âmbito da Saúde Ambiental.

O Ambiente Natural é fundamental no garante da saúde das comunidades, sendo o objectivo último da Saúde Pública trabalhar de modo que, para além de sobreviver, as populações vivam com qualidade de vida, bem-estar… enfim, saúde plena.

Para tal há que partir para a elaboração, implementação e avaliação de políticas e planos de acção onde indicações éticas e orientações de pensamento baseados na Responsabilidade deverão ser assumidos e praticados. (...)
2.4 Novo Milénio
Chegado o novo milénio, deparamo-nos com uma complexa conjuntura. A civilização atingiu o ponto da sua evolução em que todas as descobertas herdadas, principalmente as mais recentes, dada a sua potencialidade, constituem um desafio ao entendimento e gestão.
A Humanidade vive a “Adolescência Tecnológica”.

O potencial de intervenção técnico-científica representa uma tremenda vulnerabilidade da Natureza. A Natureza é o maior objecto da acção humana e as suas consequências vão muito para além da proximidade espacial e temporal. Além disso, há o risco da irreversibilidade das consequências ou, pelo menos, o risco de efeito cumulativo.

O avanço contínuo e veloz da ciência e tecnologia conduzem a mudanças permanentes das condições a avaliar e rapidamente se reciclam e inviabilizam as experiências e conhecimentos anteriores. De modo decorrente e associado, ocorre a mudança do conceito do próprio Homem e cariz da sua acção.

Semelhante à experiência universal das crianças que transitam para a idade adulta, através desta “adolescência”, temos de encontrar uma maneira de orientar as mudanças das nossas vidas e sobreviver à nossa transição. Como é próprio da puberdade, avolumam-se os sentimentos de “invulnerabilidade” e “indestrutibilidade”, o que conduz frequentemente à negligência e ao desafio dos limites da autoridade e da razão.

Logo, face a um tempo caracterizado por desorientação e dúvida, dever-se-á seguir ou coexistir um tempo de reflexão, com subsequente adaptação. Nesse contexto, surge a necessidade e pertinência de restabelecer a ponte entre filosofia e a ciência. A Humanidade tem novas responsabilidades sobre as quais deverá reflectir eticamente. (...)

Retirado de:
http://www.saudepublica.web.pt/TrabCatarina/Ecoetica_CMeireles.htm

quarta-feira, 1 de abril de 2009

PALESTRA PÚBLICA SOBRE A MEDICINA TRADICIONAL TIBETANA

Dias 6 e 7 de Abril de 2009
Porto
Dr. Nida Chenagtsang
Director médico da Academia Internacional para a Medicina Tradicional Tibetana
I Palestra pública:
“Análise dos Sonhos na Medicina Tradicional Tibetana”
Data e hora – 6 de Abril 2009 às 20:30 h
Local União Budista Portuguesa
Rua da Restauração, 463, 2.º 4100-506 Porto
Contribuição: 10€

II Palestra pública:
“Introdução à Medicina Tradicional Tibetana”
Data e hora – 7 de Abril 2009 às 20:30 h
Local Instituto de Ciências Biomédicas Abel SalazarLargo Prof. Abel Salazar, 2, 4099-003 Porto
Contribuição: 10€
Consultas de Medicina Tradicional Tibetana com o Dr. Nida Chenagtsang no Porto (ler folheto informativo em anexo):
Datas Dias 6 Abril : 15:00h – 17:30h
e 7 Abril : 9:00h – 17:30 h
Local: União Budista Portuguesa
Rua da Restauração, 463, 2.º 4100-506 Porto
Comparticipação: 50€ (cinquenta Euros)

Marcações: Sérgio Carvalho 963358840 ou ttm.portugal@gmail.com

Nota Pedimos aos interessados na consulta para nos deixarem um email válido para receberem algumas indicações prévias à consulta, caso não seja possível, essa informação será transmitida por telefone/telemóvel.
Dr. Nida Chenagtsang
O Dr. Nida Chenagtsang nasceu em Amdo, Tibete.
Formou-se com distinção pela Universidade de Medicina tibetana em Lhasa, onde foi recompensado pela sua dissertação sobre a Ku Nye (massagem tradicional tibetana) que lhe conferiu o grau de mestre e pela redescoberta e recuperação de antigas terapias externas. Desde 1999 que os ensinamentos e as pesquisas realizadas pelo Dr. Nida Chenagtsang são tidas em grande estima, tanto na Ásia como no Ocidente. O Dr.Nida Chenagtsang é co-fundador do Instituto Ngak Mang para a preservação da cultura tibetana Ngakpa (a antiga Yogi), sendo também director médico da Academia Internacional para medicina tradicional tibetana. (IATTM)(International Academy for Traditionnal Tibetan Medecine: www.iattm.net).
Academia Internacional para Medicina Tradicional Tibetana A Academia Internacional de Medicina Tradicional Tibetana foi fundada em 2006 para assegurar a integridade e a autenticidade dos ensinamentos da Medicina Tradicional Tibetana e para promover a continuidade da sua prática.
O objectivo da Academia Internacional de Medicina Tradicional Tibetana é o de fornecer cursos e formações com o mais elevado padrão, bem como fornecer de uma forma actualizada, informações precisas sobre Medicina Tradicional tibetana tal como é praticada actualmente.

Informação recebida por:
CPD- Centro de Patologia do Desenvolvimento - Porto
Com o objectivo de dar o seu contributo na preservação e divulgação da cultura tibetana.