sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

SEMÁFOROS DA MAIA FUNCIONAM COM O VENTO

2009-02-12 18:39
A Câmara da Maia anunciou hoje ter já instalado um sistema de energia eólica nos semáforos do concelho.

Segundo a autarquia, desde o início da semana que os semáforos do cruzamento de Frejufe na Via Diagonal, na Rua 5 de Outubro (Gueifães) e na Avenida Monforte (Folgosa) já estão dotados "deste sistema de duplo fornecimento de electricidade através de fontes de energia limpas e renováveis permitindo, também, uma importante poupança financeira".

A Maia é "o primeiro concelho do Norte fornecido por este sistema híbrido", acrescenta.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

QUINZE ECOFAMÍLIAS PARTICIPAM EM “BIG BROTHER” DOS CONSUMOS DE ÁGUA

Escrito por Ana Margalho

Águas de Coimbra e Quercus desenvolvem projecto de sensibilização para a gestão racional da água Dez famílias da Quinta da Portela, mais outras cinco residentes em zona de vivendas da cidade (ainda por definir) vão estar sujeitas a um autêntico “big brother” dos seus consumos de água.
Quantas vezes utilizam o autoclismo?
Quanto tempo estão no duche?
Quantas vezes põem a máquina de lavar roupa a trabalhar?
São apenas algumas das questões que verão respondidas através de um sistema de telecontagem, disponibilizado pela Águas de Coimbra (AC), que dará informações precisas, quase em tempo real, da forma como gastam água em suas casas.
Perceber como é que utilizam este bem estes 15 agregados familiares de Coimbra é apenas uma vertente do projecto Ecocasa, promovido em parceria pela AC e a Quercus, que tem como principal objectivo sensibilizar os consumidores para uma gestão racional da água a nível doméstico.
«Os portugueses são dos mais sensíveis da União Europeia em relação às questões ambientais, mas não tomam as acções mais amigas do ambiente», lamentou Francisco Ferreira, vice-presidente da Quercus, que esteve ontem no Museu da Água, em Coimbra, para apresentar o projecto, já a ser desenvolvido no Algarve e em Mafra com outras ecofamílias seleccionadas mas que, pela primeira vez, utiliza em Coimbra um sistema de telemetria, desenvolvido pela empresa ISA.
«Coimbra vem acrescentar este valor», adiantou o dirigente daquela associação ambientalista, que pretende fazer das famílias seleccionadas uma espécie de “motores” de uma consciência colectiva de poupança que se pretende que venha a existir no concelho e na região Centro ao fim de dois anos, altura em que termina o projecto Ecocasa.
Boas práticas multiplicadas
Para já, será precisamente o equipamento de telecontagem a fazer o seu papel. Durante alguns meses fará uma leitura dos consumos das 15 famílias de cinco em cinco minutos, disponibilizando depois as informações obtidas, em sistema informático, à AC e à Quercus, que fará uma acompanhamento e avaliação dos consumos para, de forma personalizada, poder encontrar junto de cada uma das famílias as melhores técnicas de poupança de água.
O projecto vai mais longe e envia, através da rede móvel, a mesma informação aos próprios consumidores que, por este meio, têm uma «forma inovadora e participada de saber como são os seus consumos diários e perceber como poderão fazer a gestão dos mesmos», afirmou Francisco Ferreira. Neste primeiro ano do projecto, a Quercus dará uma ajuda nesta matéria, recomendando a cada família as melhores formas de poupança de água.
«No fundo, estamos a fazer o mesmo que aquelas pessoas que apontam diariamente onde gastam o dinheiro para depois perceberem como e onde poderão poupar», explicou Jorge Temido, presidente do Conselho de Administração da AC, adiantando que a parceria com a Quercus funcionou como uma mais-valia para o projecto-piloto de telecontagem que aquela empresa municipal já pretendia implementar no concelho desde o ano passado.
À medição dos consumos de cinco em cinco minutos junta-se, com a Quercus, a vantagem de cada família perceber onde gastou e o que pode fazer para evitar gastar no futuro, explicou o responsável. «Percebemos como a pessoa utiliza a água e aconselhamo-la para uma gestão racional da mesma», acrescentou Francisco Ferreira, deixando claro que, no final do primeiro ano do projecto, a ideia é que «as boas práticas e os exemplos conseguidos com as ecofamílias sejam multiplicados por muitas mais».
Assim, o segundo ano do Ecocasa servirá para utilizar as informações e os dados obtidos com os 15 agregados familiares e dá-los a conhecer à Comunicação Social, em sessões em escolas, em seminários e em conferências científicas onde o consumo doméstico de água será o tema central. «Funcionarão como um exemplo a seguir sobre os benefícios de uma boa gestão da água em casa», continuou o ambientalista, recordando que, para além da possibilidade de seca, em tempo de crise é sempre importante «conhecer bons conselhos para se poupar no uso deste bem».
Para quem queira saber mais pormenores sobre o projecto Ecocasa, que envolve também o consumo de energia - e com «bons resultados», como adiantou Francisco Ferreira – poderá visitar o sítio www.ecocasa.org ou pedir informações para o mail: info@ecocasa.org.
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ENERGIA EÓLICA, A ENERGIA DO VENTO

UMA DAS ALTERNATIVAS

Por volta de 1850 cerca de 90% da força utilizada na indústria na Holanda era proveniente do vento. Mesmo com o avanço da utilização dos combustíveis fósseis ao longo deste século, a utilização da força do vento não caiu completamente.
Apostando em novos materiais mais resistentes e eficientes, os cientistas compararam a sua exploração com a de outras formas de produção de energia e concluíram que a energia eólica tinha de atingir uma verdadeira dimensão mundial. A crise do petróleo, a partir de 1970, deu-lhe uma grande ajuda para a exploração comercial em grande escala.

Actualmente para a instalação de um parque eólico é necessário uma área mínima de cem hectares num local não urbanizado. Apenas 2 a 3% dessa área é ocupada podendo o restante terreno ser utilizado para agricultura, pastagem e até floresta desde que as árvores não atinjam mais de 10 metros de altura.

Portugal tem, em termos de aproveitamento da energia eólica, um potencial médio em comparação com outros países da Europa mas mesmo assim é rentável a sua instalação.
No final do ano de 1997 estava instalada uma capacidade de produção, em todo o mundo, à volta de 7.400 Megawatts (MW) de energia eólica. Espera-se que a produção mundial, no final do século, ultrapasse os 10.000 MW.

A instalação de novos geradores e a produção de energia eólica continuam a aumentar todos os anos desde o seu início por volta de 1980. A produção mundial no ano de 1996 era suficiente para garantir o consumo doméstico de energia as cidades de Copenhaga, Amsterdão, Dublin e Zurique.

Na Dinamarca a produção de energia eólica já abastece 3,7% das necessidades da população e no estado de Schleswig-Holstein (na Alemanha), essa percentagem já atinge 10% .

Durante o ano de 1997 os maiores produtores mundiais eram os Estados Unidos da América, a Alemanha, a Dinamarca, a Holanda e a Grã-Bretanha. Outros países como a Espanha, o Brasil, a Índia e a Austrália já estão desenvolvendo os seus parques eólicos. Só na Alemanha já se produz mais de 2.000 MW de energia por ano tendo a sua capacidade ultrapassado a da Califórnia. Os maiores fabricantes deste equipamento estão na Alemanha e E.U.A. mas já começam também a surgir noutros países como a Espanha por exemplo.
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

AROUCA

UNESCO decide em Abril integração do geoparque na rede europeia

Arouca, 11 Fev (Lusa) - A decisão de Arouca passar a integrar a Rede Europeia de Geoparques deverá ser conhecida no final de Abril mas os peritos da UNESCO, que visitaram o município, acreditam no "sucesso global" do projecto.

"Saímos daqui com uma apreciação muito boa e, nesse sentido, a nossa análise só pode ser positiva", disse hoje à Lusa o grego Ilias Valiakos, da equipa de peritos da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) que hoje procedeu à avaliação dos locais classificados.

O Geoparque Arouca aguarda desde 26 de Agosto de 2008 - ano em que formalizou a candidatura - a integração na Rede Europeia de Geoparques, estrutura que tem a validação da UNESCO.
O único projecto português com "certificação global" atribuída é o Geoparque Naturtejo, que une os municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão.

"Estão reunidas as condições para que Arouca seja o segundo geoparque existente em Portugal a figurar na rede europeia", sublinhou o italiano Maurizio Burlando, o outro especialista da UNESCO que esta semana se deslocou a Arouca.

Os dois peritos tomaram contacto com as iniciativas já em curso, designadamente a abertura do projecto ao meio escolar através da dinamização dos programas educativos.

O Geoparque Arouca tem como principais destaques as trilobites da "Pedreira do Valério", em Canelas, e as pedras "Parideiras", da aldeia da Castanheira, ocorrências únicas no mundo. Desde a sua abertura, em Junho de 2006, recebeu mais de 20 mil visitantes.

Segundo o coordenador científico do projecto, Artur Sá, "a afluência cresce a cada dia que passa"."Há reservas para visitas de escolas de todo o país marcadas até Maio", disse.

Na diversidade dos "geos-sítios" do Geoparque Arouca destacam-se também a Frecha da Mizarela, as pedras "Boroas" e as "Marmitas de Gigante".

O Centro de Interpretação Geológica de Canelas - a "âncora" deste geoparque - fica localizado numa exploração de ardósias, uma decisão que resultou da sensibilidade dos responsáveis da empresa ("Valério & Figueiredo, Lda.") que comunicaram à comunidade científica os primeiros achados.

Criada a 09 de Junho de 2008, a Associação Geoparque Arouca é a entidade gestora do projecto, que se estende por uma área de 329 quilómetros quadrados, correspondendo a todo o território deste concelho do Norte do distrito de Aveiro.

RECICLAGEM ORGÂNICA

ZERO RESÍDUOS PORTUGAL

Os resíduos constituem o reverso da medalha, cada vez mais visível, da actual sociedade de consumo. O aumento extraordinário da quantidade de resíduos produzida por cada português nas últimas décadas resulta sobretudo do acentuado crescimento dos níveis de consumo a que o país tem assistido.
A estratégia da União Europeia em matéria de resíduos estabelece uma hierarquia preferencial das opções de gestão, tendo em vista assegurar a eficiência na utilização de recursos naturais e a minimização dos impactes ambientais negativos associados aos resíduos (incluindo emissões atmosféricas, efluentes e ocupação do solo).
Recolha selectiva de resíduos orgânicos
O sucesso da reciclagem orgânica da matéria biodegradável reside essencialmente na correcta separação desse resíduos na fonte uma vez que, muito embora possam ser separados a posteriori, tal esforço implica um processo mais complexo e um produto final mais contaminado. A separação na fonte com recolha selectiva associada constituem assim o caminho para o cumprimento de normas exigentes de qualidade do composto e à sua correspondente venda como adubo natural na agricultura, com todos os benefícios ambientais e económicos daí decorrentes.
Estratégia comunitária e nacional
Directiva Aterros
A Directiva 1999/31/CE, relativa aos aterros sanitários, tem como objectivo a garantia elevados padrões de qualidade na eliminação final de resíduos sólidos urbanos dentro da União Europeia. Pretende também estimular a abaixamento significativo da deposição de resíduos biodegradáveis em aterro, nomeadamente através da compostagem e digestão anaeróbia da fracção orgânica e da reciclagem de papel/cartão. A Directiva estabelece metas claras (tabela ao lado) e prevê medidas prioritárias de promoção da triagem e tratamento alternativos. Pretende-se assim minimizar os elevados impactos ambientais derivados da presença nos aterros destes tipos de resíduos e ainda manter em circulação recursos naturais valiosos.
Situação Actual em Portugal
A gestão nacional da fracção orgânica dos RSU reveste-se de grande importância, quer pela quantidade, quer pelos impactes ambientais negativos associados ao seu descarte em aterro (emissão de gases com efeito de estufa, emissão de odores desagradáveis e libertação de lixiviados, entre outros).
Consulte o directório de entidades com intervenção na área da reciclagem orgânica
Neste directório poderá encontrar centenas de contactos em múltiplas áreas, incluindo centros de investigação, autarquias, empresas, escolas, entre outras entidades. Consulte-o aqui.
Consulte a nossa base de dados bibliográfica sobre resíduos orgânicos - 437 entradas!
O Portal Zero Resíduos tem uma base de dados bibliográfica bastante completa com 437 entradas. Nesta pode encontrar tudo o que são públicações sobre compostagem, digestão anaeróbica e recolha selectiva de resíduos orgânicos. Não deixe de a consultar aqui.
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PRODUZA ADUBO ORGÂNICO EM CASA

- Compre duas caixas de 0,50 x 0,80 (do tamanho de uma caixa de carnes);

- Em uma das caixas coloque terra, que será utilizada para cobrir os alimentos e evitar mal-cheiro;

- A outra caixa, separe ao meio com uma divisória de maneira tal que possibilite a passagem de minhocas de um lado para o outro. Arranje algumas minhocas e coloque-as em um dos lados da caixa com um pouco de terra;

- Coloque o lixo orgânico da sua cozinha (cascas de fruta e restos de comida) no lado da caixa onde estão as minhocas e cubra com uma fina camada de terra; repita até que o lado da caixa esteja cheia;

- Então faça o mesmo com o outro lado;

- Quando o segunda lado da caixa estiver cheio, o primeiro já conterá humus, que servirá para adubar suas plantas;

- As minhocas alimentam-se do resíduo orgânico e produzem humus;

- Se você mora em apartamento, faça um acordo com o síndico para que ele libere um pequeno espaço no terreno para isso. Talvez você estimule os seus vizinhos a fazerem o mesmo, e terão adubo para o condomínio;

- O resíduo orgânico é um problema para as prefeituras, um custo para as comunidades e resulta em contaminação do solo, dos rios e risco para famílias que vivem dos lixões e aterros a céu aberto.
Site português também muito útil: http://www.confagri.pt/
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

INDÚSTRIA PESQUEIRA VIOLA PADRÃO AMBIENTAL DA ONU

EDUARDO GERAQUE da Folha de S. Paulo
Quatro dos cinco países que mais capturam peixes em áreas costeiras no mundo --China, Peru, Japão e Chile-- receberam nota abaixo de 5,0 num estudo que avaliou o grau de adesão da pesca mundial a práticas pesqueiras sustentáveis.

O levantamento, que analisou os 53 países que mais pescam no mundo (e respondem por 96% do que é retirado dos oceanos), concluiu que todos têm gestão pesqueira reprovável.

"Nenhum país teve nota maior do que 6,0 [sobre máximo de 10,0]. Portanto, se fosse em uma escola, podemos dizer que todos estariam praticamente reprovados", diz Daniela Kalikoski, geógrafa da Universidade Federal do Rio Grande e uma das autoras do trabalho, feito sob coordenação da ONG WWF. "O estudo mostra quão crítica está a questão da política pesqueira mundial."

O ranking foi feito com base na adequação dos países ao Código de Conduta para a Pesca Responsável das Nações Unidas, e aponta que a pior prática de pesca do mundo é a da Coréia do Norte (nota 0,9), país de indústria pesqueira pequena.

Mas é quando se olha para as notas dos países que mais pescam que a situação para a biodiversidade marinha e para a segurança alimentar das populações ficam piores. A China, que comercializa 17,3% de tudo o que é pescado no mundo, aparece apenas em 22º lugar (nota 4,2) no ranking de responsabilidade. Dos cinco países que mais pescam no mundo, apenas os Estados Unidos tiveram uma nota "razoável": 5,8.

"Em termos gerais, as notas foram dadas com base nas práticas de conservação dos recursos, fiscalização das atividades pesqueiras e na gestão socioeconômica das atividades de pesca", escreveram os autores do estudo em um artigo complementar na revista "Nature".

Arrastão nacional

Segundo Kalikoski, que estuda bastante a situação do Brasil, o país está longe de ser um exemplo, com nota 3,3. O país, porém, não tem tanto peso no mercado de pesca. Em termos de qualidade de gestão, o Brasil ocupa a 29ª posição, segundo os dados usados no estudo, que são de 1999. "Mas a ordem entre os países não tem mudado muito desde então", afirma a pesquisadora, que tem monitorado esses índices.

No Brasil 80% dos recursos pesqueiros estão sendo superexplorados, diz a geógrafa. Ou seja, a retirada é muito maior do que a capacidade de reposição dos estoques. Sendo assim, em alguns anos ou décadas, vários grupos de peixes podem desaparecer do mercado brasileiro. Entre as grandes vítimas da pesca em águas nacionais estão os cações, por exemplo.

A pressão sobre o tubarão-azul, capturado pela modalidade de pesca conhecida como espinhel, é gigantesca.O pesquisador Jorge Kotas, do Cepsul (Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul), contabilizou a retirada de 35 mil indivíduos das águas do Sul do Brasil entre 1997 e 2005.

Essa espécie é uma das favoritas dos pescadores por ser fácil de apanhar e ter barbatanas enormes, produto com alto valor comercial hoje, bastante procurado pelos asiáticos. Só dessa espécie, 2 milhões de exemplares são retirados do Atlântico Sul todos os anos.

Kalikoski reconhece, porém, que o ranking possui algumas distorções, por ter levado em conta apenas a pesca em águas territoriais. O Japão, por exemplo, fiscaliza muito sua área costeira, mas não é tão rígido com navios japoneses que pescam em águas internacionais.

O estudo já indica que adotar certas medidas pode ser eficaz, diz a cientista. O código de conduta da ONU, por exemplo, que hoje é de adesão voluntária, deveria ser obrigatório. "Outra coisa, além de aumentar a fiscalização, é fazer o pescador artesanal participar mais das decisões sobre a pesca."
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